Governo do Distrito Federal
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29/03/18 às 15h15 - Atualizado em 16/05/19 às 15h31

Zoo de Brasília mantêm estações de monitoramento ambiental e acústico

Parcerias com a ETB e com o Ibram viabilizam implantação de sistemas que monitoram parâmetros ambientais como temperatura, umidade e ruídos no Zoológico.

 

Em 2017, parcerias firmadas pelo Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), com a Escola Técnica de Brasília (ETB) e com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), viabilizaram a implantação de sistemas de monitoramento para parâmetros ambientais e acústicos. Os dados gerados serão utilizados para propor melhorias, avaliar condições climáticas e os ruídos em diversas áreas do Zoológico para embasar o desenvolvimento de projetos para reformas estruturais.

 

Segundo o diretor-presidente da FJZB, Gerson Norberto, esses dados são essenciais para definição das prioridades de investimentos em reformas e melhorias estruturais, tanto nos recintos dos animais do plantel, como para os 45 mil visitantes que o zoo recebe em média por mês. “Sabemos que temos muitas obras de requalificação para fazer em todo Zoo, esse é um processo que demanda bons projetos e um planejamento financeiro, que contará com recursos próprios e com chamamentos públicos que irão selecionar parceiros”.

 

Monitoramento remoto

 

Com a ETB, foi desenvolvido um projeto para monitoramento remoto onde serão registrados parâmetros climáticos relevantes à promoção de ações relacionadas ao bem-estar da fauna silvestre sob cuidados humanos, por meio da tecnologia Arduino, e do uso de micro sensores e estações multiparâmetros instaladas em pontos específicos no Zoológico.

 

A iniciativa possibilitará a coleta remota nos recintos de informações sobre temperatura, umidade, luminosidade, pressão atmosférica e o ruído em tempo real. Este sistema apresenta um baixo custo e alta eficiência e, após ser implementado e testado no Zoológico de Brasília, pode ser levado para outras instituições no país. Desta forma, esse projeto representa não só o desenvolvimento de uma tecnologia pioneira, mas de uma tecnologia com potencial de ajudar na melhoria do bem-estar animal e na conservação de milhares de espécies ameaçadas que necessitam de cuidados humanos.

 

Segundo o professor João Irimar, para a os alunos da ETB essa é uma oportunidade única de colocar em prática novas tecnologias e com isso aprimorar todo conhecimento adquirido em sala de aula. ” O Zoológico de Brasília apresenta condições propícias para o aprimoramento profissional em diversas área”, ele completa.

 

Atualmente, cinco unidades já estão instaladas e o Zoo busca parcerias para instalar mais 40. Os dados são de monitoramento exclusivo da equipe técnica da Fundação, porém uma das estações estará acessível aos visitantes por meio do site http://http://Zoodf.com.br.

 

Monitoramento acústico

 

Na parceria com o Ibram, formalizada por meio de um termo de cooperação, duas ações já são desenvolvidas desde 2017. O monitoramento acústico, com tecnologia distinta da utilizada pela ETB, levanta dados de pontos específicos e avalia estruturas, como os painéis de vidro já instalados no recinto do rinoceronte, bom objetivo de checar o “decaimento sonoro” e garantir que o ambiente é saudável para o Thor. A equipe do Instituto realiza as medições com o apoio do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e executa um cronograma de medições acústicas bem alinhadas com a FJZB. Esses dados também auxiliam nas priorizações das próximas obras ou reformas, afirma Norberto.

 

Qualidade do ar

 

Outra ação realizada em parceria com o Ibram resultou na instalação de estação meteorológica, de monitoramento de material particular fino inalável (PM10) e de fumaça preta, que analisam a qualidade do ar e as precipitações no Zoo de Brasília com objetivo de analisar as emissões, o que vai permitir melhorias para os animais e para os visitantes.

 

 

A parceria, também vai possibilitar a análise de outros tipos de dados. A analista de Atividades do Meio Ambiente do Ibram, Lourdes Martins, disse que as emissões veiculares correspondem a 50% das emissões de gases nocivos ao meio ambiente, e lembrou que a iniciativa vai monitorar esses tipos de partículas já que as estações foram instaladas próximas a Estrada Parque Guará (EPGU).

 

Para Martins, “a instalação da estação PM10 também representa um grande avanço para o monitoramento da qualidade do ar pois o material fino inalável penetra mais profundamente no organismo e, portanto, são mais nocivos para a saúde”.

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