Governo do Distrito Federal
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11/07/20 às 10h44 - Atualizado em 11/07/20 às 10h58

Após caso de naja, Zoo de Brasília recebe mais 18 serpentes criadas ilegalmente

O Zoológico de Brasília recebeu, nesta sexta-feira (10), mais dois exemplares de serpentes peçonhentas que eram criadas ilegalmente no Distrito Federal. Os animais foram entregues voluntariamente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) após o criador ter se sensibilizado com o caso do estudante que foi picado nesta semana por uma naja de monóculo. Como a entrega foi espontânea, o responsável não será penalizado, o que é amparado pela legislação.

 

Foto: Ivan Mattos/Zoológico de Brasília

As serpentes, das espécies víbora-verde-de-vogel e jararacuçu, estão no serpentário do Zoológico de Brasília e passarão por um período de quarentena. Estas se somam a outras 17 que também estão sob os cuidados do local após terem sido encontradas pela Polícia Militar do Distrito Federal por meio de denúncias. Ainda não se sabe a destinação final dos exemplares, mas, de acordo com o Ibama, instituições habilitadas, como o Instituto Butantan, serão consultadas para mantê-las em caráter definitivo.

 

Quem mantém animais silvestres ou exóticos de forma irregular pode fazer a entrega voluntária ao Ibama em todas as unidades do país. A população também pode denunciar suspeitas de criação através da “Linha Verde”, no telefone 0800-618080. O órgão chama a atenção para o risco de ter animais, como serpentes, em ambientes inapropriados, tanto para o bicho, quanto para as pessoas.

 

Para manter cobras em residência, o interessado deve solicitar autorização junto ao órgão ambiental do estado no caso de espécies não venenosas. Cobras peçonhentas podem ser criadas apenas com fins comerciais, por instituições famacêuticas, ou com intuito de conservação, ou seja, quando o animal não pode voltar à natureza por diversos motivos, como ter sido vítima de maus-tratos.

 

Casos recentes
Nesta semana, outras 17 cobras foram encaminhadas por agentes do Ibama ao Zoológico de Brasília. Um dos casos é o da espécie naja de monóculo, que picou um estudante, o qual está hospitalizado devido aos efeitos do veneno, um dos mais fortes do mundo. A naja, apreendida na quarta-feira (8), não tem registro no Brasil e tem origem na Ásia e na África. O Ibama lavrou uma multa de R$ 2 mil em nome do estudante por se tratar de animal que teve entrada não autorizada no país.

 

 

Já as outras 16 serpentes foram localizadas na quinta-feira (9) em um sítio, também no DF. Entre as espécies, estão king snake, jiboia, cobra-papagaio, cobra-rateira e cascavel – que estavam com lesões nas escamas, magras e com sinais de desidratação, fatores que levam a acreditar que teriam sofrido maus-tratos. O Ibama e a PCDF apuram o caso.

 

Com informações de Assessoria de Comunicação do Ibama e do Zoológico de Brasília

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