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11/03/20 às 15h32 - Atualizado em 11/03/20 às 15h35

Biólogos da FJZB participam de curso sobre Studbook Keeper

Com o objetivo de aprimorar as estratégias de manejo populacional ex-situ para que a população em cativeiro contribua efetivamente na conservação de espécies, biólogos do Zoológico de Brasília participaram do curso de Stubook Keeper, em São Paulo, na última semana. A capacitação foi promovida pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e contou com a palestra de Jon Ballou, geneticista da conservação e responsável pela análise genética dos micos-leões-dourados.

 

Na capacitação, os biólogos aprenderam a utilizar dois programas diferentes de estudo genealógico das espécies, o Zims for Studbook e o Pmx. De acordo com o biólogo e Sudbook Keeper nacional da ariranha e do cachorro-do-mato-vinagre, Igor Morais, as ferramentas fornecem informações completas sobre os animais dentro de uma população. “Além disso, também nos permite analisar qual animal vai se reproduzir e com quem para que, a longo prazo, essa população esteja viável e estável”, explica.

 

Os Studbook Keepers têm um papel muito importante na conservação de espécies ameaçadas de extinção. São eles os responsáveis em estudar a população de indivíduos em cativeiro e em assegurar tamanho suficiente, estabilidade demográfica e alto nível de diversidade genética. Cada espécie dentro do programa de conservação conta com Studbook Keepers nacionais e internacionais.

 

Filipe Reis, biólogo, diretor de mamíferos do Zoo e Studbook Keeper nacional do tamanduá-bandeira, afirma que o curso é essencial para o manejo correto de espécies entre zoológicos e aquários. “O curso foi importante porque aprendemos a utilizar dois programas que vão nos ajudar a gerir as populações em cativeiro de maneira que elas se tornem genética e demograficamente viáveis e para que, no futuro, esses animais possam ser reintroduzidos na natureza”.

 

De acordo com o Studbook Keeper Alberto Gomes, responsável pela jararaca-da-ilha-de-vitoria, a expectativa é que o programa facilite no diálogo com outros profissionais e instituições que já atuem em estratégias de conservação da espécie. “Por se tratar de uma serpente criticamente ameaçada e com poucas informações acerca da sua biologia, é fundamental estabelecer uma rede de contato com pesquisadores de espécies correlatas”, falou fofo.

 

Ariranha

Em novembro do ano passado, o Zoológico de Brasília recebeu uma ariranha macho, o Macau, vindo de Dortmund, na Alemanha. O Macau veio à Brasília por recomendação do Studbook Keeper internacional da espécie, que foi endossada pelo Igor Morais, responsável pela espécie no Brasil.

 

A expectativa é que o Macau se reproduza com a fêmea ariranha do Zoo de Brasília, a Sí, para aumentar o número de indivíduos desta espécie em cativeiro para que, no futuro, sejam reintroduzidos na natureza.

 

Foto: Tiago Severo

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