Governo do Distrito Federal
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20/03/18 às 8h58 - Atualizado em 16/05/19 às 15h33

Diretor-presidente do Zoo de Brasília batiza Harpia em Foz do Iguaçu

Foto: Alesandre Marchetti/Itaipu Binacional

O diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), Gerson Norberto, participou do batismo de uma fêmea da segunda geração de Harpias nascidas no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV). O evento, realizado na última sexta-feira (16/03) em Foz do Iguaçu/PR, foi promovido pela Itaipu Binacional que é a mantenedora do RBV e responsável pelo Programa de Reprodução de Harpias, um dos projetos de conservação mais bem-sucedido do mundo para a espécie, que está ameaçada de extinção, com 32 nascimentos registrados.

 

A cerimônia foi uma homenagem a duas instituições que colaboraram com o início do Programa. O espécime batizado no evento é neta de uma Harpia que foi enviada pelo Zoológico de Brasília em 2002. Graças ao trabalho cooperativo realizado entre as instituições, o projeto conseguiu promover a reprodução entre os animais para conservação da espécie. O Refúgio de Animais Silvestres GüiráOga, de Puerto Iguazú na Argentina, foi a outra instituição que apoiou o começo do Projeto da Itaipu, enviando e cuidando do primeiro filhote macho a 16 anos.

 

Foto: Alesandre Marchetti/Itaipu Binacional

Para Norberto, o manejo cooperativo entre as instituições envolvidas na conservação de fauna é fundamental para garantir o sucesso dos projetos desenvolvidos. “Para nós não adiantava trabalhar com uma fêmea sozinha e tampouco para Itaipu ter somente um macho. Hoje temos uma população back-up (populações de animais fora do seu ambiente natural, manejadas por zoológicos ou criadores conservacionistas, com o propósito de manter sempre animais disponíveis para serem devolvidos a natureza) de harpias graças ao trabalho de cooperação”, ele completa.

Poucos Zoológicos no Brasil tiveram sucesso na reprodução de Harpias e o Programa de Reprodução de Harpias da Itaipu Binacional, foi o primeiro a conseguir uma segunda geração nascida em um Zoo da América do Sul. Somente nos Estados Unidos e no Panamá já houveram registros de nascimento de filhotes e netos da espécie em cativeiro.

 

Foto: Alesandre Marchetti/Itaipu Binacional

As aves ganharam os seguintes nomes: o macho “Ta´aromby” (esperança), batizada pelo diretor do GüiráOga , Jorge Anfuso, e a fêmea “Kauane” (gavião longo, dona dos segredos, em guarani), batizada pelo diretor do Zoo de Brasília, Gerson Norberto. A cerimônia ocorreu no recinto das aves do RBV.

 

Conservação

 

A harpia é uma das maiores aves de rapina do mundo, com dois metros de envergadura e podendo pesar até nove quilos. No Brasil, a espécie já desapareceu do Rio Grande do Sul e várias áreas da Mata Atlântica devido à caça ilegal e destruição do habitat. A espécie está incluída nos Planos de Ação Nacionais para a Conservação de Aves de Rapina e Aves da Amazônia.

 

Foto: Alesandre Marchetti/Itaipu Binacional

O Zoo de Brasília participa de ambos os planos e trabalha com um novo casal da espécie que ja botou cinco ovos, desde que se juntaram em março de 2017. Norberto disse que “o desafio agora é mapear e ampliar as áreas protegidas para solturas e reintroduções em toda a América do Sul, sendo que o Brasil tem as áreas mais propícias. Esses animais são o topo da cadeia alimentar e bio-indicadores. Ou seja, para a sobrevivência na natureza, a área de ocupação precisar estar ecologicamente equilibrada”, afirma.

 

O objetivo do Zoo de Brasília é promover a reprodução além de realizar pesquisas sobre o comportamento reprodutivo e possíveis áreas de soltura das aves. Segundo o diretor-presidente, o novo casal está se conhecendo e a expectativa é obter o sucesso reprodutivo em breve.

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