Governo do Distrito Federal
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18/08/17 às 15h21 - Atualizado em 16/05/19 às 15h46

Mamíferos

Mico Estrela

Callithrix penicillata

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrichidae


Características:
É um pequeno sagui com uma mancha branca com o formato similar a uma estrela, o que lhe confere o nome popular mais conhecido. A pelagem tem coloração geral acinzentada e cauda com faixas transversais pretas e cinzas. Os filhotes apresentam uma coloração clara. Esses pequenos primatas atingem cerca de 20 cm comprimento, peso entre 350 e 500 grama. São animais que vivem em grupos, que se subdivide em pequenos grupos durante o período de alimentação.

Distribuição Geográfica: Estende da região Centro-oeste, Nordeste e foi introduzido no Sudeste do Brasil.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas semi-decíduas, secundárias, matas ciliares e regiões mais secas como a do cerrado.

Alimentação: Onívoro

Reprodução: Gestação de 150 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz e os filhotes atingem a maturidade sexual após 1,5 ano. Sua principal atividade social é a catação, que é a retirada de parasitas entre os pelos e também uma forma de estabelecer laços afetivos. Sua alimentação é baseada em pequenos invertebrados, frutas, flores e néctar.

 


Sagui-de-cara-branca

Callithrix geoffroyi

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrichidae


Características:
É um primata de pequeno porte que possui cabeça inteiramente branca, pelos inteiramente negros na região anterior do manto e apresenta faixas mediana alaranjadas na região posterior. Comprimento da cabeça e corpo 20 a 25 cm; cauda 21 a 35 cm. Vivem em grandes grupos, espécie arborícola, diurno, mais ativo nas primeiras horas do dia e ao entardecer.       

Distribuição Geográfica: Encontrados no Sudeste foi introduzido no sul do Brasil.

Fonte: IUCN

Habitat: Mata Atlântica.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 125 a 145 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 12 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: A espécie locomove-se por distâncias relativamente longas durante o dia. Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz nascendo dois filhotes. Sua principal atividade social é a catação, que é a retirada de parasitas entre os pelos e uma forma de estabelecer laços afetivos. Sua alimentação e baseada em pequenos invertebrados, frutas, flores e néctar.

 

 

Zogue Zogue

Callicebus cupreus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Pitheciidae


Características:
A face é enegrecida; a fronte tem coloração castanho-acinzentada escura, assim como a coroa e o dorso; a orelha é bem visível; a lateral da face, desde a orelha, e a barba são castanho-avermelhadas. A pelagem da cauda é da mesma cor que o dorso. Esses macacos podem ocupar tanto florestas alteradas como matas secundárias, primata de pequeno porte que vive em grupos. Indivíduos que podem pesar cerca de 1 kg, chegando a ter de 28 a 39 cm de comprimento, tendo também uma cauda que pode ter cerca de um terço a um quarto de seu corpo e cabeça combinados.

Distribuição Geográfica: Ocorre no Brasil entre os rios Javari, Solimões e Purus, nos estados do Amazonas e Acre. É encontrado também no Peru e Colômbia.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas de terras baixas tropicais e subtropicais.

Alimentação: Onívoro

Reprodução: Gestação cerca de 160 dias, nascendo mais de 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 22 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Essa espécie é monogâmica, com o grupo sendo liderado por um casal que se une para toda a vida. O nome popular desse primata é originado por causa da sua vocalização. Macacos arborícolas, passando quase todo o dia nas árvores, descendo para o chão em raras ocasiões. Não existe diferenças evidentes entre machos e fêmeas.

 


Macaco-aranha-de-cara-vermelha

Ateles paniscus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem:Primates

Família: Atelidae

 

Características: O corpo mede aproximadamente 55 cm, com uma cauda longa que pode atingir 80 cm. Pesam em média 8 kg, sendo os machos ligeiramente maiores do que as fêmeas. A face é nua com coloração avermelhada, tendo a cor dos olhos variando de castanho a azul e a pelagem sendo preta e espessa. Vivem em grandes grupos que podem ter mais de 30 indivíduos, dividindo-se em grupos menores no período de alimentação. 

Distribuição Geográfica: Ocorre no brasil ao norte do Rio Amazonas e leste dos Rios Negro e Branco, nos estados de Roraima, Amazonas e Amapá. É encontrado também na Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas densas.

Alimentação: Onívoro

Reprodução: Período médio de gestação 220 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 35 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Possui braços e pernas longos e cauda preênsil, que permitem se deslocar com facilidade entre as copas das árvores. Essa característica do corpo é responsável pelos primatas desse grupo serem conhecidos como “macacos-aranha”. Em relação às outras espécies de primatas do Novo Mundo, os macacos-aranha se reproduzem mais lentamente, acasalando uma vez a cada 3 a 4 anos. O filhote torna-se independente entre 15 a 18 meses, atingindo a maturidade sexual em torno de 4 a 5 anos de idade. Apresentam importante papel ecológico na dispersão de sementes dentro da floresta.

 

 

Macaco-aranha-de-testa-branca

Ateles marginatus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Atelidae


Características:
O corpo mede aproximadamente 60 cm, com uma cauda longa que pode atingir 70 cm. Pesam em média 8 kg, sendo os machos maiores do que as fêmeas. A face tem um contorno com pelagem branca, que é mais pronunciada na testa, com pelagem do corpo curta e totalmente negra. Vivem em grandes grupos que podem ter mais de 30 indivíduos, dividindo-se em grupos menores no período de alimentação.                                                                        

Distribuição Geográfica: É endêmica do Brasil, sendo encontrada apenas do sul do Rio Amazonas, entre a margem esquerda do rio Tocantins, até os rios Tapajós e Teles Pires, nos estados do Pará e Mato Grosso.

Fonte: IUCN

Habitat: Copas de árvores também usam as camadas médias e inferiores, mais raramente são vistos no sub-bosque.

Alimentação: Onívoro

Reprodução: Gestação de 220 a 232 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 35 anos.

Status de Conservação (MMA): Em Perigo.

Curiosidades: Possui braços e pernas longos e cauda preênsil, que permitem se deslocar com facilidade entre as copas das árvores. Essa característica do corpo é responsável pelos primatas desse grupo serem conhecidos como “macacos-aranha”. Em relação às outras espécies de primatas do Novo Mundo, os macacos-aranha se reproduzem mais lentamente, acasalando uma vez a cada 3 a 4 anos. O filhote torna-se independente entre 15 a 18 meses, atingindo a maturidade sexual em torno de 4 a 5 anos de idade. Apresentam importante papel ecológico na dispersão de sementes dentro da floresta.

 

 

Macaco-aranha-de-cara-preta

Ateles chamek

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: PrimatesFamíliaAtelidae


Características:
É uma das maiores espécies de macaco-aranha, com o corpo medindo aproximadamente 70 cm e uma cauda longa que pode atingir 1 m. Pesam em média 8 kg, sendo os machos maiores do que as fêmeas. A face e a pelagem do corpo são totalmente negras, com pelos curtos. Vivem em grandes grupos que podem ter mais de 30 indivíduos, dividindo-se em grupos menores no período de alimentação.                                                                            

Distribuição Geográfica: Ocorre no estremo sudoeste da Amazônia, entre o sul dos rios Solimões e Javari e margem esquerda do Rio Tefé e oeste do Rio Teles Pires ou São Manoel, nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Mato Grosso. É encontrado também na Bolívia e Peru.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas de planície, semi-decíduas.

Alimentação: Onívoro

Reprodução: Gestação de 220 a 232 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 35 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: Possui braços e pernas longos e cauda preênsil, que permitem se deslocar com facilidade entre as copas das árvores. Essa característica do corpo é responsável pelos primatas desse grupo serem conhecidos “macacos-aranha”. Em relação às outras espécies de primatas do Novo Mundo, os macacos-aranha se reproduzem mais lentamente, acasalando uma vez a cada 3 a 4 anos. O filhote torna-se independente entre 17,7 a 20,8 meses, atingindo a maturidade sexual em torno de 4 anos de idade. Apresentam importante papel ecológico na dispersão de sementes dentro da floresta.

 

 

Macaco-da-Noite

Aotus nigriceps

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Aotidae


Características: 
O corpo mede entre 24 e 47 cm, pesando no máximo 750 g, com as fêmeas sendo maiores do que os machos. Possui olhos grandes e hábitos noturnos, com pelagem do corpo predominantemente cinza escuro e pelagem alaranjada no ventre. Presença de três listras pretas na cabeça que convergem na testa e manchas brancas sobre os olhos, bochechas e boca. Não possuem cauda preênsil.                                                                          

Distribuição Geográfica: Ocorrem no sudoeste da Amazônia, nos estados do Acre e Rondônia, ao sul do rio amazonas, no sudoeste do Pará, a oeste do Rio Tapajós e no noroeste de Mato Grosso, à margem esquerda do Rio Juruena.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais de planícies e encostas, encontrados nos níveis mais altos das florestas.

Alimentação: Onívoro

Reprodução: Gestação de 120 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Apesar de ficarem ativos à noite, os macacos-da-noite não possuem boa visão noturna, o que sugere que este grupo de animais só adaptou-se à vida noturna recentemente na sua história evolutiva. Estes primatas são monogâmicos, e o casal só costuma acasalar após 1 ano de convivência. Na natureza, o período de reprodução ocorre entre agosto e fevereiro, mas pode ocorrer durante o ano todo no cativeiro.

 

 

Bugio Ruivo

Alouatta seniculus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Atelidae


Características:
O corpo mede entre 44 e 69 cm, com a cauda podendo atingir até 79 cm. Pesam de 5 a 7 kg, sendo os machos maiores do que as fêmeas. A pelagem é avermelhada-alaranjada, sendo mais clara nos pés e nas mãos e mudando a tonalidade conforme a idade. Possuem cauda preênsil.                                                                         

Distribuição Geográfica: Ocorre no extremo noroeste da Amazônia, entre os rios Branco, Negro, Solimões e Japurá. É encontrado também na Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas de várzea, que sofrem inundações sazonais, e florestas de terra firme.

Alimentação: Herbívoro

Reprodução: Gestação em média de 190 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Estes primatas possuem um osso na garganta modificado que os possibilita fazer vocalizações muito altas. Estes “gritos” podem ser ouvidos a grandes distâncias, sendo usados para demarcação territorial e união do grupo. Esse comportamento acontece principalmente ao amanhecer e entardecer, sendo o coro iniciado pelo macho alfa. Formam grupos de 3 a 20 indivíduos. Os bugios também possuem um hábito chamado “geofagia”, que consiste em ingerir argila rica em minerais para ajudar na digestão das folhas e eliminação de toxinas destas, de forma similar aos papagaios e araras.

 

 

Macaco-Caiarara

Cebus albifrons

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Cebidae


Características:
É uma das menores espécies da família Cebidae, a cabeça é pequena em comparação ao corpo, sendo que o comprimento da cabeça e corpo mede em média 36 cm, com a cauda medindo em torno de 42 cm, os membros são longos e estreitos, os macho pensam em média 3,4kg e as fêmeas 2,8kg. Como ocorre muita variação da pelagem desse primata, a descrição padrão é face pouco pigmentada, varia entre esbranquiçada a castanho-claro, na cabeça não forma topete nem barba evidentes, a pelagem dorsal é castanho-amarelada escuro, coloração branco-amarelada no peito e na barriga. Esses macacos formam grandes grupos com apenas um macho dominante.         

Distribuição Geográfica: Ocorre na Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela e Brasil, onde está distribuído por toda Amazônia ocidental, a oeste dos rios Negro e Branco, ao note e Tapajós, ao sul, nos estados do Pará, Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais.

Alimentação: Onívoro

Reprodução: Gestação de 155 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 35 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Esta espécie costuma utilizar alguns tipos de plantas como repelente de insetos e outros parasitas, esfregando folhas e cascas na sua pelagem. Tal comportamento inspirou tribos indígenas da Amazônia a usar essas mesmas plantas como medicamentos. Os macacos da família Cebidae são os únicos primatas do Novo Mundo conhecidos até o momento por utilizarem ferramentas para abrir cocos, capturar cupins e outros tipos de alimento.

 

 


Cachorro-do-mato

Cerdocyon thous

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Canidae


Características: 
O corpo mede de 60 a 70 cm, cauda 22 a 41 cm e o peso varia entre 5,5 a 8,5 kg. Animal de médio porte, baixo e robusto, com o focinho curto, e orelhas pequenas e arredondadas, possui cauda moderadamente espessa, muitas vezes com ponta preta e escura na base. A pelagem é curta e grossa, com coloração variando do cinza ao castanho. As patas possuem tom cinza-escuro ou negro; peito e ventre claros.                                                                             

Distribuição Geográfica: No Brasil, é encontrado desde o sul, sudeste e nordeste do país. Ocorrendo em Santana do Araguaia, no sudeste do Pará, na interface cerrado-floresta amazônica. É encontrado também na Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Uruguai.

Fonte: IUCN

Habitat: Pantanal, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Campos Sulinos.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação durando em média 56 dias, nascendo em média 4 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 11 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Canídeo com hábitos terrestre, crepuscular e noturno, embora possa ser visto em diferentes horas do dia. Buscando alimento em casais ou em pequenos grupos. Considerado um dispersor de sementes. Está espécies é monogâmica. O acasalamento pode ocorrer em qualquer época do ano, sendo que, normalmente, há apenas uma ninhada anual. O jovens desses cachorros-do-mato tornam-se independentes entre os 5 e 6 meses de vida e, por volta de 1,5 anos dispersam-se e estabelecem territórios adjacentes ao seu grupo natal.

 

 


Cervo Nobre

Cervus elaphus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Cervidae


Características:
É uma das maiores espécies de cervo, com os machos podendo medir entre 1,57 e 2,5 m e pesando até 240 kg. As fêmeas são menores, medindo de 1,6 a 2,1 m e atingindo até 176 kg. Outra diferença entre os sexos é a presença da galhada nos machos, que cresce durante a estação de acasalamento e cai após esta. A coloração da pelagem varia do avermelhado ao pardo, sendo mais espessa durante o inverno.                                                                               

Distribuição Geográfica: Ocorre naturalmente na Europa, norte da África e sudoeste da Ásia. Foi introduzido na Austrália, Argentina, Chile e Nova Zelândia.

Fonte: IUCN

Habitat: Bosques abertos, Pradarias, Pântanos e florestas de Coníferas. Podendo também habitar regiões elevadas acima dos 3.000 metros de altitude.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 255 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 22 anos.

Status de Conservação (IUCN): Menos Preocupante.

Curiosidades: Até recentemente, o cervo-nobre era considerado uma única espécie com distribuição por todo o hemisfério norte. No entanto, pesquisas genéticas demonstraram que os animais da América do Norte pertencem a uma espécie diferente (Cervus canadensis).  Os machos formam haréns durante a estação de acasalamento, mostrando sua dominância através de vocalizações e exibições da galhada. Esta mesma galhada é utilizada para repelir e em lutas contra machos rivais.


Elefante-africano

Loxodonta africana

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Proboscidea

Família: Elephantidae


Características:
É o maior e mais pesado animal terrestre, podendo pesar até seis toneladas. Existe uma grande diferença entre os sexos, com os machos medindo até 3,2 m de altura e as fêmeas, 2,6 m. Ao contrário do elefante-asiático (Elephas maximus), apresenta grandes e amplas orelhas, dorso convexo, duas projeções – denominadas “dedos” – no final da tromba e tanto machos como fêmeas possuem presas. A coloração varia do acinzentado ao marrom, e a pele é enrugada como adaptação para a exposição ao sol.                                                                          

Distribuição Geográfica: Ocorre atualmente na África ao sul do Saara. Existem registros de que, no passado, sua distribuição abrange regiões das montanhas Atlas e do delta do rio Nilo, no norte da África.

Fonte: IUCN

Habitat: Savanas, florestas, desertos e pântanos.

Alimentação: Herbívoro

Reprodução: Gestação de 22 meses, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 75 anos.

Status de Conservação (IUCN): Vulnerável.

Curiosidades: Estes animais vivem em sociedades matriarcais, onde os grupos são compostos por fêmeas e filhotes, liderados por uma fêmea mais velha denominada “matriarca”. Os machos abandonam o grupo na puberdade, e passam a viver sozinhos ou em pequenos grupos temporários com outros machos. Pesquisas genéticas recentes sugerem a existência de duas espécies de elefante na África, sendo uma na savana (Loxodonta africana) e outra na floresta tropical (Loxodonta cyclotis). Ambas encontram-se sob grande ameaça da caça ilegal pelo marfim e perda do habitat com a expansão de fazendas e cidades. Estudos alertam que se nada for feito os elefantes podem desaparecer em estado selvagem dentro de 20 anos.

 

Adax

Addax nasomaculatus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Bovidae


Características:
O corpo mede entre 1,5 e 1,7 m, com pelagem de coloração esbranquiçada e que, nos machos, pode tornar-se ligeiramente acinzentada na estação de acasalamento. Ambos os sexos possuem chifres espiralados, mas os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas.                                                                              

Distribuição Geográfica: No passado, era encontrado da Mauritânia até o Egito e o Sudão, no norte da África. Atualmente, sua distribuição está restrita ao Níger e a Líbia.

Fonte: IUCN

Habitat: Desertos e regiões semidesérticas.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 260 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 22 anos.

Status de Conservação (IUCN): Criticamente em Perigo.

Curiosidades: O adax está na iminência de desaparecer em estado selvagem. Sua população foi exterminada pela caça, guerras civis e destruição do habitat, com um levantamento realizado em 2016 tendo encontrado apenas 3 indivíduos na natureza. Felizmente, esta espécie é criada com sucesso em zoológicos e estima-se que mais de 5.000 adax vivam em cativeiro atualmente.

 

 

 

Anta

Tapirus terrestris

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Perissodactyla

Família: Tapiridae


Características: 
O corpo mede entre 200 a 220 cm e pesando até 300 kg. É o maior mamífero terrestre neotropical. Possui uma tromba curta e flexível. Apresenta uma crina escura e estreita, estendendo-se da base do focinho ao meio do dorso. Tem  uma pelagem curta, de cor marrom-escura, com bordas das orelhas branca. O corpo é robusto e pernas curtas. Sua altura varia entre 77 a 108 cm. O pé traseiro possui 3 dedos e os dianteiros 4 sendo um dedo adicional.                                                                      

Distribuição Geográfica: Tem uma ampla distribuição pelo Brasil, ocorrendo na Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais de planícies e montanhosas, matas ciliares, pântanos, veredas, lagos e córregos.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação varia de 13 meses, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 25 anos

Status de Conservação (MMA): Vulnerável

Curiosidades: As antas podem defecar em latrinas comuns, onde podem ser encontradas grandes concentrações de plântulas. Para se proteger, podem mergulhar na água e permanecer submersas por alguns minutos. Sua pele por ser mais espessa serve de proteção contra vegetações densas ou espinhosas. Durante o período de reprodução, os machos atraem as fêmeas com vocalização estridentes. Existem mais de 3 espécies de antas no mundo, sendo uma delas na Ásia. O filhote desta espécie acompanha a mãe por 12 meses.

 

 

Ariranha

Pteronura brasiliensis

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnívora

Família: Mustelidae


Características:
 É a maior espécie de lontra do mundo, pesando entre 20 e 30 kg e podendo medir até 1,7 m. Os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas. A cabeça é pequena com o corpo alongado, cauda longa e achatada, as patas são curtas e robustas com membranas interdigitais. Sua pelagem é espessa e curta possuindo coloração amarronzada, com manchas brancas no pescoço cujo desenho e quantidade variam de indivíduo para indivíduo.                                                                    

Distribuição Geográfica: No passado era encontrada na Argentina e Uruguai. Atualmente, ocorre no Brasil, habitando a Amazônia, Cerrado e Pantanal, e também sendo encontrada na Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Fonte: IUCN

Habitat: Rios com pouca correnteza, e preferencialmente com águas claras.

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação varia entre 55 a 70 dias, nascendo de 1 a 5 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 12 anos

Status de Conservação (MMA): Vulnerável

Curiosidades: Vivem em grupos familiares liderados por um casal reprodutor. Os filhotes costumam permanecer no grupo mesmo após atingir a idade adulta, colaborando na criação dos irmãos ao atuarem como babás. As ariranhas são territoriais e utilizam as fezes e a urina para demarcar sua área, mantendo o grupo também unido por um complexo conjunto de vocalizações. No passado, a espécie foi intensamente caçada por sua pele e desapareceu de várias regiões.

 

 


Babuíno- sagrado

Papio hamadryas

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Cercopithecidae


Características:
Esta espécie possui uma grande diferença entre os sexos, com os machos medindo 80 cm e pesando em torno de 20 kg. As fêmeas são menores, pesando de 10 a 15 kg e medindo até 45 cm. Há também diferenciação na pelagem, a dos machos é  cinza e longa e a das fêmeas, amarronzada e mais curta. A cauda atinge 60 cm e terminam em um tufo.           

Distribuição Geográfica: Ocorre no nordeste da África e sudoeste da península Arábica.

Fonte: IUCN

Habitat: Savanas, áreas semidesérticas e rochosas, procurando penhascos no entardecer para dormir.

Alimentação: Onívoro

Reprodução: Gestação de 172 dias, nascendo 1 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 28 anos

Status de Conservação (IUCN): Menos Preocupante.

Curiosidades: Os machos formam haréns com até 23 fêmeas, que mantêm sob forte vigilância para evitar interações destas com outros machos. Indivíduos sem harém possuem uma série de estratégias para estabelecer o seu próprio, que vão desde “adotar” fêmeas jovens até sequestrá-las de haréns já estabelecidos.

 

 

Bugio-preto

Alouatta caraya

 

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Atelidae


Características:
O corpo mede entre 50 a 67 cm, com a cauda podendo atingir até 79 cm. Pesam de 4 a 10 kg, sendo os machos maiores do que as fêmeas. Outra diferença entre os sexos está na coloração da pelagem, sendo preta nos machos e amarelada nas fêmeas. Possuem cauda preênsil.                                                                            

Distribuição Geográfica: Ocorre no Brasil, sendo encontrado nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Rondônia, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Sua distribuição também abrange a Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Fonte: IUCN

Habitat: Cerrado, florestas semidecíduas e matas de galeria.

Alimentação: Herbívoro

Reprodução: Gestação de 190 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro:  20 anos

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Estes primatas possuem um osso na garganta modificado que os possibilita fazer vocalizações muito altas. Estes “gritos” podem ser ouvidos a grandes distâncias, sendo usados para demarcação territorial e união do grupo. Esse comportamento acontece principalmente ao amanhecer e entardecer, sendo o coro iniciado pelo macho alfa. Formam grupos de 3 a 20 indivíduos. Os bugios também possuem um hábito chamado “geofagia”, que consiste em ingerir argila rica em minerais para ajudar na digestão das folhas e eliminação de toxinas destas, de forma similar aos papagaios e araras.

 

 

Bugio-de-mãos-ruivas
Alouatta belzebul

 

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Atelidae


Características:
O corpo mede entre 45 e 65 cm, com a cauda podendo atingir até 70 cm. Pesam de 4,5 a 8,5 kg, sendo os machos maiores do que as fêmeas. A pelagem é preta com os pés e nas mãos e ponta da cauda ruivas. Possuem cauda preênsil. 

Distribuição Geográfica: É endêmica do Brasil, ocorrendo nos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Tocantins, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas de várzea, que sofrem inundações sazonais, florestas de terra firme e Mata Atlântica.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação em média de 190 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro:  20 anos

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: Estes primatas possuem um osso na garganta modificado que os possibilita fazer vocalizações muito altas. Estes “gritos” podem ser ouvidos a grandes distâncias, sendo usados para demarcação territorial e união do grupo. Esse comportamento acontece principalmente ao amanhecer e entardecer, sendo o coro iniciado pelo macho alfa. Formam grupos de 3 a 20 indivíduos. Os bugios também possuem um hábito chamado “geofagia”, que consiste em ingerir argila rica em minerais para ajudar na digestão das folhas e eliminação de toxinas destas, de forma similar aos papagaios e araras. Existem duas populações de bugios-de-mãos-ruivas, estando uma na Amazônia e outra na Mata Atlântica nordestina, suspeitando-se que essa separação remonte a divisão dos dois biomas na última Era Glacial.

 

 

Cariacu
Odocoileus virginianus

 

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Cervidae


Características:
O corpo mede 1,2 m e pesa em média 30 kg, os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas e possuem uma galhada que cresce durante a estação de acasalamento e cai após esta. A coloração da pelagem é pardo-acinzentada no dorso e branca no ventre e na cauda.                 

Distribuição Geográfica: Ocorre no Brasil, nos estados do Amapá e Roraima. É também encontrado na Bolívia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, América Central e América do Norte.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas decíduas, florestas tropicais, pântanos, savanas, desertos e áreas semidesérticas.

Alimentação: Herbívoro

Reprodução: Gestação de 198 dias, nascendo até 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 18 anos

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Assim como muitas outras espécies de cervo, os filhotes de cariacu nascem com pintas brancas que desaparecem à medida que o animal cresce. Esta é uma espécie pouco estudada no Brasil e não se conhece a situação da sua população selvagem no país. No entanto, sabe-se que é bastante caçada no Amapá e Roraima, onde grupos numerosos não são mais vistos.

 

 


Cervo-dama

Dama dama

 


TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Cervidae

 

Características: O corpo mede de 1,3 a 1,7 m. Apresenta diferença entre os sexos, com os machos pesando em média 67 kg, e as fêmeas, 44 kg. A pelagem apresenta a maior variação na coloração entre as espécies de cervo, mas é mais comum ser amarronzada com pintas brancas. Os machos possuem uma galhada que cresce durante a estação de acasalamento e cai após esta.                                                                            

Distribuição Geográfica: Ocorre naturalmente na Europa, Mesopotâmia e norte da África. No entanto, foi introduzido nas Américas, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Fiji e ilhas Leeward.

Fonte:IUCN

Habitat: Florestas decíduas, Savanas, Pradarias, Pântanos e montanhas baixas.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 240 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos

Status de Conservação (IUCN): Menos Preocupante.

Curiosidades: Os cervos-dama são ativos principalmente à noite e possuem picos de atividades durante o crepúsculo e o amanhecer. Os machos formam haréns durante a estação de acasalamento, mostrando sua dominância através de vocalizações e exibições da galhada. Esta mesma galhada é utilizada para repelir e em lutas contra machos rivais.

 

 

Cutia
Dasyprocta azarae

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Rodentia

Família: Dasyprocta


Características:
O corpo mede entre 41,5 a 62 cm, o comprimento da cauda de 1 a 4 cm, pesando até 8,0 kg. As espécies deste gênero possuem tamanho grande, dentre os roedores. Os dentes da frente têm coloração alaranjada, os olhos são relativamente pequenos e as patas possuem unhas fortes. Os membros anteriores são menores que os posteriores. A coloração da pelagem dorsal varia conforme a espécie, podendo ser oliváceo-agrisalhar, amarelo-alaranjada, laranja-avermelhada, castanho-escuro ou até preta.

Distribuição Geográfica: Ocorre no Brasil e outros países do norte da América do Sul.

Fonte: IUCN

Habitat: Floresta Tropical.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 115 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA):  Não Ameaçado

Curiosidades: As cutias possuem o hábito de enterrar o alimento para armazená-lo e consumi-lo depois. No entanto elas acabam esquecendo o lugar onde enterraram, e acabam se tornando uma das espécies jardineiras da floresta.

 

 


Cuxiú-Marrom 

Chiropotes sagulatus

 

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Pitheciidae


Características:
O corpo mede entre 39,5 e 44 cm, com os machos sendo ligeiramente maiores do que as fêmeas. Podem pesar até 3,0 kg e a cauda não é preênsil, medindo de 40 a 46 cm. O corpo é coberto por uma pelagem espessa, que é mais longa na cabeça e sua coloração é amarronzada no dorso e preta nos membros, cabeça e cauda. Como todas as espécies de cuxiú (gênero Chiropotes), possui uma barba que e mais desenvolvida nos machos.                                                                           

Distribuição Geográfica: Ocorre no Brasil ao norte do rio Amazonas, desde a região situada a leste dos rios Negro e Branco, nos estados do Amazonas, Roraima e Amapá. E encontrado também na Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Habitat: Florestas tropicais de terra firme e florestas e cerrado de altitude até 500 m.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 150 dias, nascendo até 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado

Curiosidades: Até recentemente, este cuxiú era considerado uma única espécie com outra denominada Chiropotes chiropotes. Assim como outros primatas dessa família, possuem os dentes adaptados a uma dieta basicamente de sementes, que podem chegar a corresponder a até 72% de sua alimentação. Os cuxiús costumam usar as mãos para coletar água e beber, sendo esta a origem de seu nome cientifico. Chiropotes significa “o que bebe com a mão”.

 

 

Cuxiú-Preto

Chiropotes satanas

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Pitheciidae


Características:
O corpo mede entre 33,5 e 42,5 cm, com os machos sendo ligeiramente maiores do que as fêmeas. Podem pesar até 3,0 kg e a cauda não é preênsil, medindo de 35,5 a 42 cm. O corpo é coberto por uma pelagem espessa, que é mais longa na cabeça e sua coloração é praticamente preta, apresentando um tom ligeiramente mais claro no dorso. Como todas as espécies de cuxiú (gênero Chiropotes), possui uma barba que e mais desenvolvida nos machos.  

Distribuição Geográfica: É endêmica do Brasil, ocorrendo desde a margem direita do rio Tocantins, no Pará, até os limites orientais da Amazônia, no Maranhão.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais de terra firme.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 150 dias, nascendo até 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (MMA): Criticamente em Perigo.

Curiosidades: O cuxiú-preto se encontra seriamente ameaçado pelo desmatamento, já tendo desaparecido de boa parte de sua área de ocorrência. As populações selvagens que restam também estão sob pressão da caça ilegal. Assim como outros primatas dessa família, possuem os dentes adaptados a uma dieta basicamente de sementes, que podem chegar a corresponder a até 72% de sua alimentação. Os cuxiús costumam usar as mãos para coletar água e beber, sendo esta a origem de seu nome científico. Chiropotes significa “o que bebe com a mão”.

 

 

Furão

Galictis vittata

 

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Mustelidae


Características:
O corpo mede entre 47,5 a 55 cm e pesando 3,0 kg. Espécie de médio porte, orelhas pequenas, corpo alongado, patas e cauda curtas. A pelagem e longa e apresenta uma faixa branca na testa, que parte das orelhas e vai até os ombros, separando a face, pescoço e o queixo, de cor negra, do dorso, de tonalidade acinzentada. Difere do furão-pequeno pelo maior tamanho, coloração do dorso e cauda menor. 

Distribuição Geográfica: Ocorre desde a América central até a América do Sul. Foram registrados indivíduos no norte do México e no sul da Argentina.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais, florestas decíduas, bosques de arbustos, terra firme, alguns indivíduos encontrados em savanas.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 40 dias, nascendo em média 2 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 10 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Apesar dessa espécie não fazer parte da lista de espécies ameaçadas de extinção e ter uma grande distribuição geografia, é muito difícil avista-la no seu habitat natural, pois apesar de ser curiosa, ela é muito furtiva e veloz.

 

 

Gato-palheiro
Leopardus colocolo

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Felidae


Características:
É um dos menores felinos do mundo, com o corpo medindo de 60 a 100 cm e pesando até 3,5 kg. Assemelha-se ao gato doméstico (Felis catus), possuindo uma pelagem longa com coloração que varia do cinza ao avermelhado. Possui um padrão de manchas que torna-se mais visível próximo ao ventre e nas patas. 

Distribuição Geográfica: Ocorre no Brasil, sendo encontrada nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Também ocorre no Peru, Bolívia, Chile, Argentina e Paraguai.

Fonte: IUCN

Habitat: Pantanal, cerrado, pampas e campos de altitude nos Andes.

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação de 80 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: Este felino é ainda pouco estudado no seu ambiente natural e a população do gato-palheiro em zoológicos é pequena. A espécie foi intensamente caçada por sua pele no passado, com registro de mais de 78.000 capturados apenas na Argentina. Atualmente, o gato-palheiro é uma espécie protegida, mas ainda sofre com a destruição do habitat e caça ilegal por retaliação de ataques a galinheiros. De forma similar à onça-pintada (Panthera onca), também existem registros de gatos-palheiros melânicos, com a pelagem inteiramente preta.

 

 

Gato-Do-Mato-Pequeno

Leopardus tigrinus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Felidae


Características:
O corpo mede entre 40 a 55 cm, a cauda varia entre 25 a 40 cm, pesando em média de 1 a 3,5 kg. Animal de pequeno porte, de coloração amarela a castanha, com fileiras de manchas oceladas negras, as quais, no dorso, tendem a formar anéis algumas vezes abertos. O ventre é mais claro e menos manchados. Indivíduos melânicos são comuns, sendo possível ver a marca das rosetas. Diferencia-se do gato-maracajá (Leopardus wieddi) por possuir focinho menor e mais estreito, cauda menor, e maior número de rosetas menores e mais abertas.

Distribuição Geográfica: Ocorre no Brasil, nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Curitiba. Encontrado também Bolívia e no extremo sul do continente americano.

Fonte: IUCN

Habitat: Floresta Amazônica, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Mata Atlântica, Campos Sulinos

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação varia entre 75 dias, nascendo até 4 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (MMA): Em Perigo.

Curiosidades: É o menor felino brasileiro, com tamanho e proporções semelhantes às do gato doméstico. Na natureza pode viver entre 12 a 15 anos. Animal de vida solitária, é visto em duplas só em épocas de reprodução. Atingindo a maturidade sexual aproximadamente aos 11 meses de vida. Devido ao desmatamento, caça e atropelamento, a espécie é considerada “em perigo” em Minas Gerais, “quase ameaçada” no Rio de Janeiro, “vulnerável” no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Espírito Santo.

 


Girafa

Giraffa camelopardalis

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Giraffidae


Características:
É o animal mais alto do mundo, podendo atingir até 5,7 m de altura. Apresenta diferenças entre os sexos sendo os machos maiores do que as fêmeas, e pesando de 1,2 a 1,9 toneladas. Possui pernas e pescoço longos. Ambos os sexos possuem uma pelagem malhada, sendo o padrão de manchas mudando entres os indivíduos, ajudando na camuflagem entre os diferentes habitats. Os olhos são grandes e sua língua de cor negra que pode chegar até 45 cm de comprimento.  

Distribuição Geográfica: Endêmico da África, ocorrendo no sul do Saara, até leste de Transvaal, Natal, e no norte do Botswana. Tendo uma população residual no Níger.

Fonte: IUCN

Habitat: Savanas, pastagens, terra árida, seca e florestas.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 460 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 33 anos.

Status de Conservação (IUCN): Vulnerável.

Curiosidades: São animais sociais, que vivem em rebanhos que varia entre 10 a 20 indivíduos.  Girafas individuais podem entrar e sair de grupos sem serem atacadas pelos outros integrantes, porém em época de reprodução os machos ficam mais agressivos evitando a entrada de novos indivíduos no rebanho. Outro curiosidade é o fato deles dormirem em pé, repousando a cabeça sobre uma perna, com o pescoço formando um arco. Esses animais se alimentam durante toda manhã. Girafas machos estabelecem hierarquia de dominância brigando uns com os outros. Análise genéticas recentes descobriram que na verdade existem 4 espécies de girafas.

 


Guanaco 

Lama guanicoe

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Camelidae


Características:
O corpo mede entre 90 a 130 cm de altura até os ombros, seu peso varia entre 115 a 140 kg. Todas as espécies de guanaco tem a pelagem que varia do marrom ao avermelhado escuro, com o ventre, peito e pernas brancas e cabeça cinza ou preta. Não há diferença entre machos e fêmeas. Todos os animais desta família têm cabeças pequenos, não possuem chifres ou galhadas, e um lábio superior dividido. Para ajudar a lidar com os climas ásperos e variáveis que encontram ao longo de sua ampla distribuição, guanacos desenvolveram adaptações fisiológicas que lhes permitem responder com flexibilidade às mudanças nas condições ambientais.                                                                            

Distribuição Geográfica: São encontrados na América do Sul, norte do Peru, Bolívia, Argentina, Chile, ilha Navarino e extremo sul da América do sul.

Fonte: IUCN

Habitat: Deserto, montanhas, pastagens, savanas, matagais e florestas temperadas húmidas.

Alimentação:  Herbívoro.

Reprodução: Gestação entre 335 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 25 anos.

Status de Conservação (IUCN): Menos Preocupante.

Curiosidades: Guanacos tem um sistema social bastante flexível, as populações podem ser sedentárias ou migratórias, dependendo da disponibilidade durante todo o ano de forragem. Durante a época de reprodução, guanacos podem ser encontrados em três unidades primárias sociais: várias famílias, grupos masculinas e associações de machos solitários. São ótimos dispersores de sementes, ajudam no controle de crescimento da vegetação em sua pastagem.

 

 

Guaxinim

Procyon cancrivorus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Procyonidae


Características:
O corpo mede entre 40 a 100 cm, o comprimento da cauda varia entre 20 a 42 cm, pesando entre 3 a 7 kg. Sendo os machos maiores do que as fêmeas.  Espécie de médio porte e corpo curvado no dorso. Possui cabeça grande, orelhas pequenas e pontiagudas, focinho reduzido, patas traseiras mais desenvolvidas que as dianteiras, mãos desprovidas de pelos e dedos largos e muitos separados. Possui uma máscara preta ao redor dos olhos. A pelagem é densa e sua coloração varia de marrom-escura a grisalha. As patas são de coloração negra e a cauda possui vários anéis escuros.  

Distribuição Geográfica: Ocorre no Brasil, encontrado também na Costa Rica oriental, Paraguai, Uruguai e no norte da Argentina.

Fonte: IUCN

Habitat: Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Campos Sulinos.

Alimentação:  Onívoro.

Reprodução: Gestação de 60 a 73 dias, nascendo em média 3 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades:  Espécie de hábito solitário, eventualmente é encontrado em pares compostos por mãe e filhote. Sua atividade é predominantemente noturna. Possui hábitos quase que exclusivamente terrestre, podendo ser observados raras vezes em cima de árvores e nada muito bem. Este animal pode emitir uma variedade de potentes vocalizações agudas e ásperas, que pode ser ouvida de grandes distâncias. A sua curiosidade mais marcante é o fato desses indivíduos lavarem sua alimentação antes de ingeri-la.

 

 

Hipopótamo

Hippopotamus amphibius

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Hippopotamidae


Características:
O corpo mede entre 209 a 505 cm de comprimento e 1,5 a 1,65m de altura, podendo pesar entre 1,5 a 4,5 toneladas. Sendo os machos mais pesados e maiores do que as fêmeas. A coloração da pele desta espécie varia entre o cinza e ardósia roxo, sendo que em volta dos olhos a cor do rosa ao castanho. Seu corpo é coberto por uma quantidade escassa de cabelos finos, com exceção de cerdas grossas, como as localizadas em sua cabeça e cauda. Sua epiderme é extremamente fina e sensível.                                                                            

Distribuição Geográfica: Endêmico da África, encontrados na Angola, Benin, norte do Botswana, Burkina Faso, Burundi, Camarões, República Centro Africana, sul do Chade, Costa do Marfim, no norte da Eritréia, Etiópia, Guiné Equatorial, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Quênia, Libéria.

Fonte: IUCN

Habitat: São mamíferos semi-aquáticos, Habitam lagos rasos, rios e pântanos.

Alimentação:  Herbívoros.

Reprodução: Gestação de 235 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 50 anos.

Status de Conservação (IUCN): Vulnerável.

Curiosidades:  São animais muitos sociáveis, que vivem em grupos que podem chegar a ter 100 indivíduos. Eles levam uma vida sedentária, descansando a maior parte do dia saindo no período crepuscular apenas para se alimentar. Por não possuírem glândulas sudoríparas e sua pele ser muito fina e sensível ao sol, possuem glândulas que secretam uma camada oleosa espessa de fluido pigmentado vermelho. Durante anos, se pensou que este fluido era uma mistura de sangue e suor.  A dominância é estabelecida entre os machos em forma de boca bem aberta, rugidos e banhos de estrume. Os machos adultos dominantes são intolerantes aos jovens que tentam desafiá-los.

 


Puma

yagouaroundiJaguarundi

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Felidae


Características:
O corpo mede entre 70 a 105 cm, a cauda chega a medir entre 33 a 60 cm pesando entre 4,5 a 9 kg. Sendo os machos ligeiramente maiores do que as   fêmeas. Animal de orelhas pequenas, corpo alongado, pernas curtas e cauda comprida e fina. Sua pelagem é curta, sem manchas e de coloração uniforme, apresentando três variações, pardo-avermelhado, cinza escuro e preto.                                                                            

Distribuição Geográfica: Ocorre em todo o país, porém não há registro para o Rio Grande do Sul, por toda a América Central, ao leste dos Andes, nordeste do Uruguai, Tucumán, Missiones e Argentina.

Fonte: IUCN

Habitat: Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Campos Sulinos.

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação de 70 dias, nascendo de 1 a 4 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: A variação de coloração deste animal pode estar relacionada com o tipo do ambiente onde vive, pois indivíduos que habitam florestas apresentam coloração mais escura, enquanto os de habitats mais abertos são mais claros. Este felídeo é normalmente solitário, embora possa ser visto em par. É terrestre, porém, com grande habilidade para escalar árvores. Possuindo hábitos tanto diurno como noturno.

 


Jaguatirica

Leopardus pardalis

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Felidae


Características:
O comprimento do corpo varia entre 64 a 101,5 cm, a cauda pode medir 35,4 cm pesando de 7 a 16 kg, sendo os machos maiores do que as fêmeas. É um animal de médio porte, tendo a pelagem curta, com coloração amarelada no dorso e manchas negras que formam rosetas abertas, unindo-se em bandas nas laterais do corpo. O ventre é mais esbranquiçados, com manchas ocasionais. Os indivíduos podem variar na coloração e no padrão de manchas.                                                                            

Distribuição Geográfica: No Brasil ocorre em todo território com exceção dos Pampas e no Rio Grande do Sul. É encontrado também no sudoeste do Texas, oeste do México até o norte da Argentina e noroeste do Uruguai.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais, pradarias, manguezais, pântanos, cerrado, caatinga, campos sulinos e Amazônia.

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação entre 70 dias, nascendo até 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Este felídeo é solitário, exceto na época de reprodução, quando podem ser observados em casais, ou quando as fêmeas estão com seus filhotes. Os jovens desta espécie atingem maturidade sexual por volta dos 18 a 22 meses. Essa espécie foi intensamente caçada por causa de sua pele, no passado estima-se que mais de 565 mil indivíduos tenham sido capturados entre os anos de 1968 a 1985. Apesar de não estar na lista de espécies ameaçadas de extinção, a espécie ainda sofre com a destruição do habitat, que fragmenta e isola as populações da Mata Atlântica, Caatinga e do Cerrado.

 

Jupará
Potos flavus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Procyonidae


Características:
É um Procionídeo de pequeno porte, cabeça e orelhas arredondadas, focinho curto, língua longa e estreita, corpo comprido medindo d 40 a 76 cm, patas posteriores maiores que as anteriores, possui cauda preênsil que pode chegar a 57 cm sendo mais longa que o corpo, apresenta as solas dos pés coberta por pelos, e seu peso varia de 1,5 a 4,5 kg. A pelagem dorsal é densa, curta, tendo a coloração marrom-amarelada, com uma listra mais escura no centro, a pelagem do ventre tem tom de amarelo-claro. Podendo os macho serem maiores do que as fêmeas.                                                                            

Distribuição Geográfica: Ocorre no Brasil na pan-Amazônica e na Mata Atlântica. Encontrado também nas Américas do Norte e Central por toda floresta tropical, ocorrendo desde o México ao Panamá.

Fonte: IUCN

Habitat: Amazônia, Mata Atlântica.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação é de 115 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 35 anos.

Status de Conservação (MMA):  Não Ameaçado.

Curiosidades:  É a única espécie desta família que possui cauda preênsil, sendo mais lento que os demais, apresentando uma menor massa muscular, menor taxa metabólica, pulso cardíaco mais lento e uma menor temperatura corpórea. Pode ser encontrado sozinho ou em pares, apesar de vários indivíduos forrageiam juntos. Apresenta grande habilidade com as mãos. Sua língua comprida é uma adaptação para a frugivoria, sendo a espécie importante dispersora de sementes. Esta espécie é noturna, essencialmente arborícola e bastante ágil nas árvores, por isso é conhecida popularmente como “macaco-da-meia-noite” em algumas regiões da Amazônia.

 

 

Lhama
Lama glama

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Camelidae

Características: Espécie resultante da domesticação do guanaco (Lama guanicoe) pelos Incas. Adaptada à regiões frias, esta espécie é utilizada para transporte de carga, obtenção de lã, carne e couro. São animais sociais e convivem bem com o ser humano, mas quando se sentem ameaçados ou estressados podem cuspir um muco fétido.

Distribuição Geográfica: Espécie domesticada, pode ser encontrada em diferentes regiões do mundo

Habitat: Espécie domesticada, não tendo um habitat específico. Suas características são de adaptação à regiões frias

Alimentação: Herbívoro

Reprodução: Possui uma gestação de 330 dias

Expectativa de Vida em Cativeiro: 18 anos

Status de Conservação (IUCN):  Não Consta

Curiosidades: Lhamas são comuns na América do Norte, Europa e Austrália, onde são comercializadas. Vivem em grupos com fêmeas reprodutoras e seus descendentes. Este grupo é liderado por um macho que defende agressivamente sua posição ao se envolver em luta por dominância. Esta luta consiste no macho tentando derrubar seu adversário para o chão, mordendo seus membros e envolvendo seu próprio pescoço em torno de seu oponente. A dominância é alcançada quando o adversário aceita sua submissão, se deitando de lado no chão com o pescoço baixo e a cauda levantada.

 

 

Macaco-barrigudo

Lagothrix cana

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Atelidae

 

Características: De pelagem cinza-prateada e densa e abdômen saliente, estão entre os maiores primatas neotropicais, sendo que os machos chegam a pesar 10 kg e as fêmeas 7 kg. São encontrados em grandes grupos de até 70 indivíduos e percorrem caminhos de 2 até 3km, utilizando os níveis superior e médio das florestas, porém são considerados animais lentos e sedentários.

Distribuição Geográfica: Ocorre na Amazônia entre os rios Solimões, Amazonas, Juruá, Jiparaná, Juruena, Tapajós, e ao sul do estado do Acre e ao norte do Mato Grosso.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas

Alimentação: Frugívoro

Reprodução: Gestação de 220 dias gerando apenas 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 25 anos

Status de Conservação (MMA):  Em Perigo

Curiosidades: Endêmico da Amazônia, também são encontradas no Peru e no noroeste da Bolívia. Está ameaçado de extinção principalmente por ser a espécie de macaco mais intensamente caçada, sendo sua carne muito apreciada. Costumam vocalizar com uivos no final da tarde e início da manhã.

 

 

Mangabei-preto

Lophocebus aterrimus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Cercopithecidae


Características:
Possui uma crista negra na cabeça, o que a distingue de outras espécies de mangabei. São macacos magros e de tamanho médio, com caudas que são mais compridas do que o comprimento do corpo. A fêmea é tipicamente menor e mais magra que o macho e a pele do jovem é geralmente mais escura do que a dos adultos.                                                                           

Os machos chegam a pesar 11 kg e as fêmeas 7 kg. Raramente descem ao chão, passando maior parte do tempo no dossel das árvores.

Distribuição Geográfica: Sul do rio Congo, na República Democrática do Congo e em Angola

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas

Alimentação: Frugívoro

Reprodução: Gestação de 180 dias gerando apenas 1 filhote

Expectativa de Vida em Cativeiro: 30 anos

Status de Conservação (IUCN):  Quase Ameaçada

Curiosidades: Seu chamado pode ser ouvido a uma distância de um quilômetro e é usado por machos sexualmente maduros para manter a distância entre os grupos. O “grito” funciona como um sinal para que os outros os escutem e não se aproximem.
Pouco se sabe sobre o status de conservação desta espécie, no entanto, está sujeito a uma caça intensiva e também é vulnerável à perda de habitat da floresta.

 


Macaco japonês

Macaca fuscata

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Cercopithecidae


Características:  
São animais de médio porte, tendo como características marcantes a face avermelhada e uma pele com espessura acentuada, que é de grande importância, já que os mesmos vivem em um ambiente de invernos rigorosos e não possuem o hábito de invernar. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas, medindo, 57 cm de altura e pesando 11 kg, contra 52 cm de altura e 8 kg em média, respectivamente. 

Distribuição Geográfica: Japão

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas subtropicais, subalpinas e florestas temperadas

Alimentação: Onívoro

Reprodução: Gestação de 165 dias, nascendo até 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 33 anos

Status de Conservação (IUCN): Menos Preocupante.

 

 

Mangusto-tigrado

Mungos mungo

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Herpestidae


Características:  
É uma espécie diurna, que como seu nome sugere o mangusto-tigrado tem uma serie de bandas no corpo, que começam na base do pescoço e seguem   até o início da cauda, não apresentam dimorfismo sexual, quando adultos medem cerca de 550 a 600 milímetros de comprimento, pesando algo entre 1 e 2 kg, vivem em grupos de 5-40 indivíduos, as fêmeas atingem a maturidade por volta dos 9 a 10 meses de idade, os machos podem estar prontos por volta dos 4 meses.

Distribuição Geográfica:  encontra-se em grande parte da África Oriental, Sudeste e Sul-Central. Há também populações nas savanas do norte da África Ocidental.

Fonte: IUCN

Habitat: vive em savanas, florestas abertas e pastagens, especialmente perto da água, mas não em desertos.

Alimentação: consiste principalmente de insetos e outros invertebrados, vertebrados, fazem parte répteis, anfíbios, ovos e jovens de aves e pequenos mamíferos, frutas silvestres também são consumidas.

Reprodução: Gestação de 60 dias, nascendo até 3 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 12 anos

Status de Conservação (IUCN):  Menos Preocupante

Curiosidades: os filhotes são cuidados por todo o grupo e é comum as fêmeas darem luz quando não no mesmo dia, em dias muito próximos. Possuem um comportamento de passar poucos dias no mesmo lugar, por isso são considerados nômades e passam o dia forrageando retornando para as tocas no fim do dia.

 


Macaco-prego 

Sapajus libidinosus

 

TAXONOMIA

ClasseMammalia

OrdemPrimates

FamíliaCebidae

Características: os adultos frequentemente apresentam uma pelagem que segue o seguinte padrão: face pigmentada, indo do castanho-escuro ao róseo; os pelos da cabeça com capuz negro triangular, formando dois “chifres” evidentes; a pelagem geral do corpo é castanho-escura, mãos e pés enegrecidos. São animais diurnos e arborícolas. Geralmente, formam bandos de 8 a 10 indivíduos, sendo que já foram registrados bandos com até 40 indivíduos. Pesa entre 1,5 a 4,0 kg. 

Distribuição Geográfica:  È endêmico ao Brasil, ocorrendo nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins, Pernambuco e Paraíba, onde é residente e nativo. Habitat: Sapajus libidinosus habita florestas ripárias e formações arbóreas e arbustivas dos biomas Cerrado e Caatinga, e até mesmo em manguezais, não sendo restrito a habitats primário.

Fonte: IUCN

Alimentação:  A dieta é composta de frutos e insetos, sendo complementada com néctar, sementes, ovos e pequenos vertebrados.

Reprodução: gestação entre 155 dias, nascimento de 1 filhote

Expectativa de Vida: 35 anos.

Status de Conservação (Ibama): Menos preocupante.

Curiosidades: são conhecidos por utilizarem ferramentas a possuírem uma grande capacidade de resolver eventuais problemas.

 

 

Lobo-guará
Chrysocyon brachyurus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Canidae


Características:
É o maior canídeo da América do Sul, podendo medir até 1,15 m e pesando entre 20 e 30 kg. Apresenta a cabeça pequena em relação ao corpo, com orelhas grandes e focinho longo. Na região anterior do dorso, possui pelos longos e pretos que formam uma crina. A coloração do restante do corpo é predominantemente alaranjada ou avermelhada, tendo os membros enegrecidos e o final da cauda esbranquiçado. Os filhotes nascem com pelagem escura, variando do marrom ao preto, possuindo a ponta da cauda branca. 

Distribuição Geográfica: Ocorre nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e no Distrito Federal. É encontrado também na Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru, e considerado extinto no Uruguai.

Fonte: IUCN

Habitat: Pantanal, Cerrado, bosques e campos abertos.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 60 dias, nascendo em média 3 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: Apesar de ser chamado de “lobo” na nomenclatura popular, o lobo-guará é um parente mais próximo das raposas e do cachorro-vinagre (Speothos venaticus). Essa espécie possui uma dieta incrivelmente variada, consumindo desde insetos, aves e pequenos mamíferos até frutas, como a lobeira (Solanum lycocarpum). O lobo-guará sofre grande ameaça da destruição do habitat, caça ilegal e doenças infecciosas transmitidas por cães domésticos, como a cinomose. Os atropelamentos nas estradas também são um risco sério, com algumas populações perdendo um número considerável de animais todos os anos. Durante a década de 1960, o Zoológico de Brasília se tornou uma das primeiras instituições no mundo a reproduzir essa espécie com sucesso no cativeiro.

 

 

Ouriço-caixeiro

Coendou prehensilis

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Rodentia

Família: Erethizontidae


Características:
Este roedor mede cerca de 50 cm e pode pesar até 1 kg. Seu corpo é coberto por espinhos que se estendem da cabeça até a metade da cauda, que é preênsil e atua como um quinto membro, ajudando-o a escalar. Possui garras fortes nos membros e a coloração da pelagem varia do acinzentado ao amarelado. 

Distribuição Geográfica: Ocorre em quase todo o Brasil, com exceção dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. É também encontrado na Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Guiana Francesa, Guiana, Suriname e Venezuela.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais, manguezais e bosques até os 1.500 metros de altitude.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 70 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, nenhuma espécie de ouriço tem a capacidade de lançar espinhos para se defender. O que este animal faz, quando sente-se ameaçado, é apenas eriçar seus espinhos e curvar o corpo de forma a tentar proteger a cabeça e membros. Estes espinhos soltam facilmente, e caso algum predador pegue o ouriço, ficará com as patas ou boca espetadas e com espinhos dolorosamente fincados nestas.

 

 

Zebra-comum

Equus quagga

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Perissodactyla

Família: Equidae


Características:
Esta é uma das 7 subespécies reconhecidas de zebra-das-planícies, e diferente das demais, suas listras dos flancos se encontram na região ventral. Estas também costumam ser largas e se estender em posição vertical do pescoço até os membros anteriores. Nem todas as listras são claramente preto e brancas, com algumas possuindo um marrom fraco ou podem uma faixa amarronzada sombreando a parte branca. O corpo mede entre 2,17 e 2,46 metros e pode pesar até 385 kg, sendo os machos ligeiramente maiores do que as fêmeas. 

Distribuição Geográfica: Ocorre na África, desde o sul da Etiópia e Sudão até o norte da África do Sul.

Fonte: IUCN

Habitat: Savanas e bosques abertos.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 375 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 35 anos.

Status de Conservação (IUCN): Quase Ameaçada.

Curiosidades: A zebra-de-Burchell realiza uma das maiores migrações entre os mamíferos terrestres, viajando cerca de 500 km todos os anos. Os machos formam e defendem haréns durante a época do acasalamento, afastando machos rivais com vocalizações e mordidas. Nos últimos anos, as populações na natureza das 7 subespécies de zebras-das-planícies têm diminuído por causa da caça e destruição do habitat devido ao crescimento das cidades, avanço das fazendas e às guerras civis nos países africanos.

 

 

Mico-leão-de-cara-dourada
Leontopithecus chrysomelas

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrichidae


Características:
Este pequeno primata mede entre 25 e 26 cm e pode pesar até 800 g. A face tem coloração castanho-clara, com o resto do corpo apresentando uma pelagem predominante preta. Os pelos das regiões facial, membros anteriores e cauda variam do dourado ao avermelhado. A pelagem redor da cabeça e pescoço é mais longa, formando uma juba. Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz e os demais integrantes auxiliam nos cuidados com os filhotes. Sua principal atividade social é a catação, que além de pedaços de pele morta e parasitas, também serve como uma forma de estabelecer laços afetivos. 

Distribuição Geográfica: Como todas as 4 espécies de mico-leão, esta é endêmica do Brasil e ocorre no sul da Bahia e norte de Minas Gerais. Foi introduzido acidentalmente em Pernambuco e no Rio de Janeiro.

Fonte: IUCN

Habitat: Mata Atlântica.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 130 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (MMA): Em Perigo.

Curiosidades: A população selvagem do mico-leão-de-cara-dourada foi severamente reduzida pelo tráfico de animais silvestres e o desmatamento para plantações de cacau no sul da Bahia. No entanto, graças a um esforço de vários zoológicos ao redor do mundo, micos-leões criados em cativeiro foram reabilitados e soltos em reservas do governo brasileiro e particulares, reproduzindo-se e aumentando a população para os mais de 6.000 indivíduos atualmente. A Reserva Biológica de Una, situada a 49 km de Ilhéus (BA), foi criada em 1980 para proteger especialmente o mico-leão-da-cara-dourada. Hoje, a maior ameaça enfrentada por esta espécie é o seu habitat fragmentado, com bolsões de florestas “ilhados” por cidades, plantações e estradas, que impedem o deslocamento e acasalamento entre indivíduos de grupos diferentes, deixando-os perigosamente vulneráveis aos problemas da consanguinidade. Ironicamente, o mico-leão-da-cara-dourada foi introduzido acidentalmente no Rio de Janeiro e agora constitui também uma das ameaças à sobrevivência de seu parente próximo, o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), por competir pelos alimentos e haver risco de hibridização com este.

 


Mico-leão-dourado

Leontopithecus rosalia

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrichidae

Características: Este pequeno primata mede entre 22 e 30 cm e pode pesar até 800 g. O corpo apresenta uma pelagem que varia do dourado ao alaranjado. Os pelos ao redor da cabeça e pescoço são mais longos, formando uma juba. Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz e os demais integrantes auxiliam nos cuidados com os filhotes. Sua principal atividade social é a catação, que além de pedaços de pele morta e parasitas, também serve como uma forma de estabelecer laços afetivos. 

Distribuição Geográfica: Como todas as 4 espécies de mico-leão, esta é endêmica do Brasil e ocorre na região central e norte do estado do Rio de Janeiro.

Fonte:IUCN

Habitat: Mata Atlântica.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 130 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 22 anos.

Status de Conservação (MMA): Em Perigo.

Curiosidades: O mico-leão-dourado quase desapareceu da natureza entre os anos 1970 e 1980, quando a população nas florestas do Rio de Janeiro estava sendo dizimada pelo tráfico de animais silvestres e desmatamento e foi reduzida a apenas 200 indivíduos. No entanto, graças a um esforço envolvendo mais de 140 zoológicos em todo o mundo, micos-leões criados em cativeiro foram reabilitados e soltos em reservas do governo brasileiro e particulares, reproduzindo-se e aumentando a população selvagem para os cerca de 1.000 animais atualmente. Hoje, a maior ameaça enfrentada por estes pequenos primatas é o seu habitat fragmentado, com bolsões de florestas “ilhados” por cidades, plantações e estradas, que impedem o deslocamento e acasalamento entre indivíduos de grupos diferentes, deixando-os perigosamente vulneráveis aos problemas da consanguinidade. Outra ameaça é a competição com o mico-leão-de-cara-dourada, que foi introduzido em seu habitat pelo ser humano.

 

 

Lontra
Lontra longicaudis

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnívora

Família: Mustelidae


Características:
O corpo mede entre 50 a 80 cm e pode pesar até 15 kg. A cabeça e as orelhas são pequenas, possuindo longas vibrissas que auxiliam na captura de presas na água. Apresenta o corpo alongado e cauda espessa e achatada, com pelagem densa, de coloração amarronzada no dorso e esbranquiçada no ventre. Possui uma camada dupla de pelos para manter seu isolamento térmico no meio aquático e patas palmadas que ajudam na natação. 

Distribuição Geográfica: Ocorre em quase todo o Brasil, com exceção do estado do Ceará. É encontrada também na Argentina, Belize, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Fonte: IUCN

Habitat: Ocorre em uma grande variedade de ambientes, desde manguezais até florestas tropicais e savanas (como o Cerrado), sendo encontrada sempre próximo à água.

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação de 57 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos

Status de Conservação (MMA): Quase ameaçada.

Curiosidades: A lontra-neotropical enfrenta séria ameaça da poluição, destruição do habitat e perseguição por retaliação dos pescadores, que a consideram uma concorrente na pesca. A espécie foi intensamente caçada por sua pele no passado, estima-se que, apenas na Amazônia brasileira, até 636.137 indivíduos tenham sido abatidos entre 1904 e 1969. Devido a sua exigência quanto à qualidade do ambiente em que vive, a lontra é considerada um “indicador” da saúde do ecossistema. É um animal bastante arisco à presença humana, e por isso, difícil de ser observado em estado selvagem.

 

 

Raposa-do-campo
Lycalopex vetulus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnívora

Família: Canidae


Características:
É o menor canídeo da América do Sul, medindo entre 58,5 e 64 cm e podendo pesar até 4 kg. Possui um focinho curto e a pelagem varia do amarronzado ao cinza no dorso, com os membros e ventre esbranquiçados. A cauda é longa e felpuda, normalmente com uma mancha escura na ponta. 

Distribuição Geográfica: Endêmica do Brasil, ocorre nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Goiás e no Distrito Federal.

Fonte: IUCN

Habitat: Pantanal, Cerrado e áreas de fronteira deste com a Caatinga.

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação de 60 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 10 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: A maior causa de mortalidade da raposa-do-campo são as ações humanas, e a espécie sofre grande ameaça devido à destruição do habitat, caça ilegal e aos atropelamentos. Também existem registros de ataques de cães a raposas-do-campo adultas e filhotes, além do risco da transmissão de doenças infecciosas oriundas de animais domésticos. Esta espécie é considerada monogâmica, formando pares reprodutivos durante a época do acasalamento que permanecem juntos durante a criação dos filhotes.

 

 

Veado-catingueiro

Mazama gouazoubira

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Cervidae


Distribuição Geográfica:
Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai

Características: O veado-catingueiro é uma espécie de pequeno porte, possui o corpo nenos robusto que o veado-mateiro, com grandes orelhas em proporção à cabeça, com as pontas arredondadas. Com uma coloração que pode variar do marrom-acinzentada com garganta e região ventral esbranquiçada, os machos sexualmente ativos possuem chifres, as fêmeas são normalmente mais claras. Podendo pesar entre 11 e 30 Kg, medindo entre 91 e 104 centímetros de comprimento e algo entre 35 e 65 centímetros de altura. 

Fonte: IUCN

Habitat: Ocorre em vários ambientes, de florestas densas contínuas a savanas abertas com pequenas e poucas manchas de mata, mas sempre associado a florestas para abrigo e alimentação. Prefere o ecótono entre a floresta e o campo e áreas de floresta.

Alimentação: herbívoro

Reprodução:

Expectativa de Vida em Cativeiro:

Status de Conservação (MMA): menos preocupante (LC).

Curiosidades: Seus principais predadores são os cachorros-do-mato e felinos como onça-pintados (Panthera onca) e pumas (Puma concolor). Sua população está em declínio devido perda de habitat, atropelamentos e a pressão de caça alta. No brasil continua a ser a espécie mais abundante de veado.

 

Mico-branco

Mico chrysoleucus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrichidae


Características:
Este pequeno primata mede de 19,5 a 23,6 cm e pode pesar até 470 gramas. A pele da face é clara, com a pelagem no corpo sendo predominantemente branca. A exceção são os tufos de pelo nas orelhas e a cauda, que possuem uma coloração alaranjada. 

Distribuição Geográfica: Endêmica do Brasil, ocorre no estado do Amazonas.

Fonte: IUCN

Habitat: Floresta amazônica em áreas de terra firme, que não sofrem inundações sazonais.

Alimentação: Onívoro.

Status de Conservação (MMA):  Não Ameaçado

Curiosidades: Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz e os demais integrantes auxiliam nos cuidados com os filhotes. Sua principal atividade social é a catação, que além de pedaços de pele morta e parasitas, também serve como uma forma de estabelecer laços afetivos. Apesar de não ser considerada ameaçada de extinção, a espécie sofre com a destruição do habitat pelo avanço de fazendas, assentamentos rurais e a construção de estradas.

 

 

Tamanduá-bandeira

Myrmecophaga tridactyla

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Pilosa

Família: Myrmecophagidae


Distribuição Geográfica:
Ocorre nos estados do Acre, Rondônia, Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e no Distrito Federal. A espécie provavelmente está extinta no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e sua ocorrência em Pernambuco, Paraíba e Ceará é repleta de dúvidas. Além do Brasil, também pode ser encontrada na Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela. Possivelmente extinta em Belize, El Salvador, Guatemala e Uruguai

Características: É a maior espécie conhecida de tamanduá, com um corpo medindo entre 1 e 1,33 metros e podendo pesar até 45 kg. A cabeça tem um focinho alongado, com olhos e orelhas pequenos e uma língua protrátil que pode atingir 60 cm. Possui uma pelagem espessa cuja coloração pelo corpo varia do acinzentado ao marrom, sendo mais alongada na cauda. Esta, por sua vez, costuma balançar quando o animal corre, assemelhando-se a uma “bandeira” e sendo a origem do seu nome popular. Apresenta uma faixa escura, delimitada por listas brancas, que se estende nas laterais do corpo, e patas dianteiras brancas com listras pretas nos dedos. Os membros anteriores possuem quatro dedos com garras, sendo a do terceiro dedo maior do que as demais. Como andam apoiando-se nos pulsos das patas dianteiras, estas garras grandes e afiadas ficam voltadas para trás. Os membros posteriores apresentam cinco dedos com garras curtas. Assim como todos os tamanduás, não possui dentes.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais, Caatinga, campos abertos e savanas, como o Cerrado.

Alimentação: Insetívoro (cupins, formigas e pequenos invertebrados).

Reprodução: Gestação de 185 dias, nascendo 1 filhotes

Expectativa de Vida em Cativeiro: 25 anos

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: O tamanduá-bandeira é uma das três espécies da família que ocorrem no Brasil, sendo as outras duas o tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) e o tamanduaí (Cyclopes didactylus). Logo após o nascimento, o filhote do tamanduá-bandeira costuma subir nas costas da mãe e ser carregado por esta durante 6 ou 9 meses de sua vida. A espécie sofre grande ameaça da caça ilegal, incêndios e, principalmente, da destruição e fragmentação do habitat pelo avanço das fazendas, cidades e construção de estradas. Há também registro de animais envenenados indiretamente por inseticidas utilizados no controle de cupins e formigas.


Quati

Nasua nasua

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Procyonidae


Características:
O corpo mede entre 73 e 136 cm e pode pesar até 14 kg. A cabeça é triangular, com orelhas pequenas e arredondadas e focinho estreito. Possui a pelagem com coloração variando do marrom escuro ao avermelhado, sendo a tonalidade desta mais escura na cabeça e membros. Apresenta na cauda listras escuras em formato de anel. 

Distribuição Geográfica: Ocorre em todo o Brasil, sendo encontrado também na Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Fonte: IUCN

Habitat: Floresta amazônica, Mata Atlântica, Caatinga, savanas (como o Cerrado) e montanhas até os 2.500 metros de altitude.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 70 dias, nascendo em média 4 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 17 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Esta espécie forma grupos de fêmeas e jovens que percorrem diariamente seu território à procura de alimento, tanto no chão como nas copas das árvores, e comunica-se por meio de sons e gestos das caudas. Os machos adultos costumam ser solitários. São reconhecidas duas espécies de quati no mundo, sendo Nasua nasua com ocorrência para a América do Sul e o quati-de-focinho-branco (Nasua narica), para o sul dos Estados Unidos e América Central.


Órix 

Oryx gazella

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Bovidae


Características:
É a maior espécie de órix conhecida, medindo entre 1,8 e 1,95 metros e pesando até 240 kg. Os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas. Apresenta uma coloração amarronzada clara, com uma listra preta atravessando o dorso da cabeça à cauda e delimitando o ventre esbranquiçado, que se estende pelas patas alternando entre manchas brancas e pretas. A cabeça possui dois longos chifres e uma mancha negra em formato de ampulheta entre estes e a boca. 

Distribuição Geográfica: Ocorre na África do Sul, Botsuana, Namíbia e Zimbábue. É considerado extinto em Angola.

Fonte: IUCN

Habitat: Savanas, regiões semiáridas e desérticas.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 270 dias, nascendo em média 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (IUCN): Menos preocupante.

Curiosidades: Esta espécie possui uma adaptação interessante para a vida em regiões semiáridas e desértica sendo capaz de aumentar a sua temperatura corporal a 45 graus Celsius para retardar o resfriamento causado pelo suor.

 

Onça-pintada

Panthera onca

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Felidae


Características:
É o maior felino das Américas, medindo entre 1,12 e 1,85 m e podendo pesar até 158 kg. Os machos são maiores do que as fêmeas. Apresenta uma pelagem com coloração amarelada e pintas pretas dispostas em formato de roseta, sendo estas visíveis contra a luz mesmo nos animais melânicos (totalmente pretos). Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, estes indivíduos pretos pertencem à mesma espécie e a coloração de sua pelagem é originada por uma variação genética. Difere do leopardo (Panthera pardus) da África e Ásia pelo corpo maior, mais robusto, e por diferenças no padrão das pintas, sendo que a onça-pintada costuma possuir pintas menores no interior das rosetas. 

Distribuição Geográfica: No passado, ocorreu do sul dos Estados Unidos – incluindo a Flórida – até o centro da Argentina. Hoje, no entanto, desapareceu de várias regiões e pode ser encontrada desde o Arizona e Novo México até norte da Argentina. É considerada extinta em El Salvador e no Uruguai.

Fonte: IUCN

Habitat: Habita uma grande variedade de ambientes, desde florestas tropicais densas, savanas (como o Cerrado), regiões semidesérticas, até florestas de altitude localizadas a 3.800 metros.

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação de 95 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: As onças-pintadas são ótimas nadadoras e podem até mesmo habitar as florestas inundadas da Amazônia durante a estação das chuvas, caçando e deslocando-se tanto pela água como através dos galhos das árvores. Ao contrário de outros grandes felinos, que abatem suas presas com uma mordida na região da traqueia (pescoço), a onça costuma morder o crânio ou a ligação deste com o pescoço. A espécie foi intensamente caçada por sua pele no passado, e estima-se que, apenas na Amazônia brasileira, mais de 300.000 indivíduos foram capturados entre 1904 e 1969. Hoje, restam menos de 300 onças-pintadas em toda a Mata Atlântica.

 

 

Tigre-de-bengala
Panthera tigris tigris

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Felidae


Características:
Os tigres são os maiores felinos da Terra, medindo entre 2 e 3,38 metros e podendo pesar até 388 kg. Os machos são maiores do que as fêmeas. Apresentam uma pelagem com coloração alaranjada e listras negras, exceto para os indivíduos leucísticos, que possuem pelagem predominantemente branca. Reconhecem-se 9 subespécies de tigre, das quais, infelizmente, 3 estão extintas e uma, o tigre-do-sul-da-China (Panthera tigris amoyensis), é encontrada apenas em zoológicos. 

Distribuição Geográfica: No passado, era encontrado desde o litoral do Mar Cáspio, na Turquia, até a costa do Oceano Pacífico, no extremo oriente russo. Hoje, no entanto, desapareceu de várias regiões e as 5 subespécies ainda existentes na natureza estão distribuídas em populações fragmentadas numa área que estende-se do Sudeste Asiático até o sul da Sibéria. O tigre-de-Bengala ocorre na Índia, Nepal, Butão e Bangladesh.

Fonte: IUCN

Habitat: Habita uma grande variedade de ambientes, desde florestas tropicais densas, savanas, manguezais, até florestas coníferas em regiões frias.

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação de 100 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (IUCN): Em Perigo.

Curiosidades: A origem do nome popular desta subespécie de tigre está relacionada à região de Bengala, na Índia. Apesar de muitas pessoas acreditarem que a cor dos tigres-brancos remete à neve, todos os indivíduos no mundo com esta coloração descendem de um único macho encontrado e criado em 1951 pelo Marajá de Rewa, no atual – e tropical – estado indiano de Madhya Pradesh. Sua pelagem branca não é fruto de albinismo, mas de um condição denominada “leucismo”, causada por um gene recessivo. Os tigres estão entre os animais mais ameaçados atualmente, com algumas populações contendo menos de 400 indivíduos devido à destruição do habitat e, principalmente, à caça ilegal para abastecer a medicina tradicional chinesa com ossos e outras partes do corpo do tigre. No entanto, não existe evidência alguma de que estas tenham qualquer poder curativo.

 


Tatu-canastra

Priodontes maximus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cingulata

Família: Dasypodidae


Características:
É a maior espécie de tatu conhecida, medindo entre 1,20 e 1,50 metros e pesando até 60 kg. A carapaça é marrom escura, com uma faixa esbranquiçada na borda e 11 a 13 cintas móveis. Possui 5 dedos com garras visíveis em cada membro, e a garra do terceiro dedo dos membros anteriores é longa e curvada, podendo atingir 20 cm. A cauda é longa, afilada e coberta por escudos dérmicos. 

Distribuição Geográfica: Ocorre nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e no Distrito Federal. É considerado extinto no Rio Grande do Sul e Uruguai. Também é encontrado na Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana Francesa, Suriname e Guiana.

Fonte: IUCN

Habitat: Floresta amazônica, Mata Atlântica, Caatinga e savanas, como o Cerrado.

Alimentação: Insetívoro (cupins, formigas e outros invertebrados).

Reprodução: Gestação de 122 dias, nascendo em média 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: Apesar do seu tamanho, o tatu-canastra dificilmente é observado no seu ambiente natural devido ao hábito noturno e comportamento de escavar tocas rapidamente. Estas tocas não são utilizadas apenas pelo tatu como seu refúgio durante o dia, mas também por outros animais que não possuem a habilidade de escavá-las, como raposas, gatos-do-mato, corujas-buraqueiras, serpentes e jabutis. Por influenciar a vida de diversas outras espécies com as quais compartilha seu ambiente, o tatu-canastra é considerado como um “engenheiro do ecossistema”. A Fundação Jardim Zoológico de Brasília foi o primeiro zoo no mundo a desenvolver técnicas de nutrição para filhotes resgatados desta espécie. Isto é algo extremamente importante, visto que o tatu-canastra está ameaçado pela caça ilegal e a destruição do habitat pelo avanço de fazendas e cidades.

 

 

Suçuarana
Puma Concolor


TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnívora

Família: Felidae

 

Características: É um felino de médio porte, medindo entre 1,6 e 2,75 metros e podendo pesar até 100 kg. Os machos são maiores do que as fêmeas. Apresentam um corpo esguio e cabeça pequena, com pelagem sofrendo alterações conforme a idade. Os filhotes nascem com pintas escuras que vão praticamente desaparecendo à medida que crescem, sendo substituídas por uma pelagem parda no dorso e ventre esbranquiçado com pintas amarronzadas. 

Distribuição Geográfica: É considerado o mamífero terrestre com distribuição mais ampla nas Américas, sendo encontrado desde a região central do Canadá até a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul. No entanto, desapareceu ou teve sua população drasticamente reduzida em várias áreas.

Fonte: IUCN

Habitat: Habita uma grande variedade de ambientes, desde florestas tropicais densas, savanas (como o Cerrado), regiões semidesérticas, montanhas, e até florestas de coníferas.

Alimentação: Carnívoro.

Reprodução: Gestação de 90 dias, nascendo em média 3 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: Por causa de sua extensa distribuição geográfica, este felino é famoso por possuir diversos nomes populares, sendo alguns destes onça-parda, onça-vermelha, bodeira, leão-baio ou leão-da-montanha. Há também uma variação no tamanho das suçuaranas, sendo as que vivem em regiões frias normalmente maiores do que as dos trópicos. Estudos mostram que esta espécie é bastante afetada pela destruição e fragmentação do habitat, com o futuro da população que habita a Mata Atlântica incerto devido ao isolamento dos animais por pastagens para o gado e plantações.

 

 

Sagui-Una
Saguinus niger


TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrichidae

 

Características: Este pequeno primata mede de 22,8 a 37,8 cm e pode pesar até 543 gramas. Apresenta a pele da face e os pelos da cabeça e ombros totalmente pretos, com o restante do corpo e membros mosqueados de preto e amarelado. 

Distribuição Geográfica: Endêmica do Brasil, ocorre ao sul do rio Amazonas, desde o rio Xingu no Pará até o leste do rio Mearim e a ilha do Marajó, no Maranhão.

Fonte: IUCN

Habitat: Floresta amazônica, podendo ser esta de terra firme ou sazonalmente inundada.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 140 dias, nascendo 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 18 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz e os demais integrantes auxiliam nos cuidados com os filhotes. Sua principal atividade social é a catação, que além de pedaços de pele morta e parasitas, também serve como uma forma de estabelecer laços afetivos. O sagui-una está seriamente ameaçado pela destruição e fragmentação do seu habitat por assentamentos rurais, fazendas e crescimento das cidades.

 

Sagui-de-boca-branca

Saguinus labiatus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callitrichidae


Características:
Este pequeno primata mede de 23 a 29 cm e pode pesar até 575 gramas. A face é negra com pelos brancos formando uma mancha ao redor do nariz e da boca, e outra avermelhada, em formato de “Y”, que se estende através da cabeça até uma outra mancha esbranquiçada. O resto do corpo apresenta uma pelagem que varia do negro ao castanho-avermelhado. 

Distribuição Geográfica: Ocorre nos estados do Amazonas e Rondônia. É encontrado também na Bolívia e no Peru.

Fonte: IUCN

Habitat: Floresta amazônica, habitando até os 289 metros de altitude e evitando áreas inundadas durante a estação chuvosa.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 170 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro:

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado

Curiosidades: Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz e os demais integrantes auxiliam nos cuidados com os filhotes. Sua principal atividade social é a catação, que além de pedaços de pele morta e parasitas, também serve como uma forma de estabelecer laços afetivos. Apesar de não ser considerada ameaçada de extinção, a espécie sofre com o desmatamento na Bolívia e Peru. São reconhecidas 3 subespécies do sagui-da-boca-branca, sendo estas Saguinus labiatus rufiventer e Saguinus labiatus thomasi, com ocorrência no Brasil, e Saguinus labiatus labiatus, encontrado no Brasil, Peru e Bolívia.

 

Mico-de-Cheiro
Saimiri boliviensis

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Cebidae


Características:
Este pequeno primata mede entre 22,5 e 37 cm e pode pesar até 1,13 kg. Os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas. Apresenta uma máscara de pelos brancos ao redor dos olhos e uma pelagem preta no topo da cabeça, com a coloração no resto do corpo variando do amarelo ao alaranjado e sendo esbranquiçada no ventre. Os membros têm pelos amarelados ou quase dourados. 

Distribuição Geográfica: Ocorre na região situada entre os rios Juruá e Purus, nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia. Também é encontrado na Bolívia e Peru.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais até os 1.500 metros de altitude.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 160 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 25 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: Apesar de ainda ser bastante comum no seu habitat natural, esta espécie sofreu um declínio populacional por causa da destruição da floresta devido ao avanço das fazendas, exploração madeireira e construção de estradas. Os macacos-de-cheiro também são popularmente conhecidos como “mãos-douradas” ou “mãos-de-ouro” pela presença de pelos amarelados nos membros.

 

Tamanduá-mirim

Tamandua tetradactyla

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Pilosa

Família: Myrmecophagidae


Características:
O corpo mede entre 87 e 110 cm e pode pesar até 7 kg, com uma cauda preênsil. Apresenta coloração predominantemente amarelada, com duas manchas pretas que se estendem dos ombros até a região posterior do corpo. A cabeça tem um focinho alongado e uma língua longa e protrátil. Possui quatro dedos nos membros anteriores, com garras longas em três destes, e cinco dedos nos posteriores, com garras curtas em cada. Assim como todos os tamanduás, não possui dentes. 

Distribuição Geográfica: Ocorre em todo o Brasil, sendo encontrado também na Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Habitat: Floresta amazônica, Mata Atlântica, Caatinga e savanas, como o Cerrado.

Alimentação: Insetívoro (cupins, formigas, abelhas e mel).

Reprodução: Gestação de 160 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 15 anos.

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado.

Curiosidades: O tamanduá-mirim é uma das três espécies da família que ocorrem no Brasil, sendo as outras duas o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e o tamanduaí (Cyclopes didactylus). Quando sente-se ameaçado, fica em posição ereta, apoiado sobre os membros posteriores e a cauda, deixando as garras das patas anteriores livres para golpear qualquer atacante. Costuma repousar em tocas durante as horas mais quentes do dia. A mancha negra em sua pelagem lhe confere o nome de tamanduá-de-colete em algumas regiões.

 

 

Tatu-bola

Tolypeutes tricinctus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cingulata

Família: Dasypodidae


Características:
Esta é a menor espécie de tatu conhecida, medindo cerca de 30 cm e pesando entre 1 e 1,8 kg. Possui geralmente três bandas móveis na carapaça, que permitem ao animal curvá-la e fechar-se em formato de “bola”, sendo este um mecanismo de defesa. Apresenta 5 dedos em cada membro anterior e também nos posteriores, com os segundo, terceiro e quarto dedos destas fundidos e o primeiro e quinto ligeiramente separados. A pequena cauda é coberta por escudos dérmicos. 

Distribuição Geográfica: É a única espécie de tatu endêmica do Brasil, sendo encontrada nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e em algumas regiões do Maranhão, Tocantins, Goiás e Minas Gerais.

Fonte: IUCN

Habitat: Caatinga e algumas áreas do Cerrado.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 120 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 17 anos.

Status de Conservação (MMA): Em Perigo.

Curiosidades: Apesar de ter sido a mascote da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o tatu-bola-da-Caatinga enfrenta grave ameaça da caça e destruição e fragmentação do habitat por fazendas, estradas e construção de parques eólicos. A Fundação Jardim Zoológico de Brasília é o único zoo no mundo a criar e trabalhar com um casal desta espécie, e tem participação ativa em estudos sobre o seu comportamento e conservação.


Sagui-de-cara-suja

Saguinus fuscicollis

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callithrichidae


Características:
Este pequeno primata mede de 17,5 a 27 cm e pode pesar até 400 gramas. A face é negra com pelos esbranquiçados acima dos olhos e ao redor do nariz e da boca. A pelagem no resto do corpo apresenta uma coloração variada, sendo castanha ou avermelhada na nuca, pescoço e parte do dorso, e indo do avermelhado ao acinzentado na região posterior do corpo. A cauda costuma ser predominantemente negra. 

Distribuição Geográfica: Ocorre nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia. É encontrado também na Colômbia, Equador e Peru.

Fonte: IUCN

Habitat: Floresta amazônica, tanto as áreas de terra firme como sazonalmente inundadas, e habitando até os 1.200 metros de altitude.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 170 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro:

Status de Conservação (MMA): Pouco preocupante.

Curiosidades: Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz e os demais integrantes auxiliam nos cuidados com os filhotes. Sua principal atividade social é a catação, que além de pedaços de pele morta e parasitas, também serve como uma forma de estabelecer laços afetivos. Apesar de não ser considerada ameaçada de extinção, a espécie sofre com o tráfico de animais selvagens e a destruição do habitat pelo avanço de fazendas e assentamentos rurais. Das 10 subespécies reconhecidas do sagui-de-cara-suja, duas são endêmicas do Brasil, sendo estas Saguinus fuscicollis avilapiresi e Saguinus fuscicollis primitivus.

 


Lêmure-de-cauda-anelada 

Lemur catta

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Lemuridae


Características:
Este primata mede entre 39 e 46 cm e pesa, em média, 2,2 kg. Possui uma cauda branca com anéis pretos bastante distintivos e que pode medir até 63 cm. A cabeça tem um focinho cuja pele escura mescla com pelos brancos, formando uma “máscara” ao redor dos olhos, delimitada por uma pelagem acinzentada que se estende do topo da cabeça até a base da cauda. O ventre é esbranquiçado. Apresenta glândulas de cheiro nos braços e peito que são usadas para demarcação de território e disputas entre os machos na época da reprodução. 

Distribuição Geográfica: Ocorre no sul e sudoeste da ilha de Madagáscar, na costa leste da África.

Fonte: IUCN

Habitat: Florestas tropicais, florestas de galeria e bosques abertos em regiões semiáridas.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 144 dias, nascendo em média 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 33 anos.

Status de Conservação (IUCN): Em perigo.

Curiosidades: Os lêmures-de-cauda-anelada vivem em grupos que são liderados, durante a maior parte do ano, por uma fêmea dominante. A exceção está na época da reprodução, quando os machos começam a disputar as fêmeas com seus rivais. Os grupos se mantêm unidos e defendem seu território utilizando uma série de sinais da cauda, cheiros e sons. Assim como todos os lêmures, esta espécie é endêmica de Madagáscar e encontra-se sob grande ameaça da caça ilegal e destruição do habitat pela expansão das fazendas. Uma estimativa recente alerta que a população do lêmure-de-cauda-anelada na natureza diminui 95% desde o ano 2000, e, em alguns locais, restam menos de 30 indivíduos.

 


Suricato

Suricata suricatta

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Herpestidae


Características:
O corpo mede de 42,5 a 60 cm e pode pesar até 731 gramas. Os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas. Apresenta uma pelagem que varia do amarelado ao acinzentado, com listras castanhas dispostas no dorso. Os pelos da face são esbranquiçados e geralmente mais escuros ao redor dos olhos. O corpo e a cauda são alongados e esguios. 

Distribuição Geográfica: Ocorre em Angola, Botsuana, Namíbia e África do Sul.

Fonte: IUCN

Habitat: Savanas e campos abertos de regiões semiáridas e desérticas.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 77 dias, nascendo em média 3 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 12 anos.

Status de Conservação (MMA): Pouco preocupante.

Curiosidades: O suricato é um parente próximo dos mangustos, e vive em grupos sociais que podem ter mais de 30 indivíduos que costumam ser divididos em clãs familiares menores. Cada clã costuma ser composto por um casal reprodutor e sua prole, que compartilha as tarefas diárias de procurar alimento, limpar a toca, tomar conta dos filhotes e vigiar aos arredores para alertar sobre a presença de predadores. Estes vigilantes utilizam um complexo conjunto de vocalizações para diferenciar as ameaças que surgem para seus companheiros.

 

 

Cervo-do-pantanal

Blastocerus dichotomus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Cervidae


Características:
É o maior cervídeo da América do Sul, medindo entre 1,2 e 1,3 metros e podendo pesar até 140 kg. Os machos são maiores do que as fêmeas e possuem uma galhada na cabeça que se desenvolve na época da reprodução. Apresenta uma pelagem alaranjada, com ventre esbranquiçado e membros e cauda enegrecidos. Os cascos são alongados e unidos por membranas interdigitais. Ao contrário de outros cervídeos sul-americanos, os filhotes do cervo-do-Pantanal não nascem com pintas. 

Distribuição Geográfica: No passado, ocorria por grande parte do Brasil, desde o sul até o norte e nordeste. Hoje, no entanto, desapareceu de várias regiões e é encontrado nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, onde está quase extinto. A espécie também ocorre na Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e é considerada extinta no Uruguai.

Fonte: IUCN

Habitat: Pântanos e savanas que sofram inundações sazonais. É encontrado sempre próximo à água.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 270 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro:

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: O cervo-do-Pantanal foi intensamente caçado até 1967, quando 20% da população que habitava a Bacia do rio Paraná foi abatida em apenas 1 ano. Apesar de ainda sofrer com a caça ilegal, as maiores ameaças a esta espécie atualmente são as doenças infecciosas transmitidas pelo gado doméstico, como a febre aftosa, e a perda e fragmentação do habitat devido ao avanço de fazendas, expansão das cidades e construção de hidrelétricas, que destroem as várzeas onde este cervo vivem.

 


Waterbuck

Kobus ellipsiprymnus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Bovidae


Características:
Este antílope mede entre 1,77 e 2,35 metros e pode pesar até 262 kg. Os machos são maiores do que as fêmeas, e possuem na cabeça dois chifres grandes e curvados para frente. Apresenta uma pelagem grossa com uma crina no pescoço, com coloração que varia do cinza ao amarronzado e que torna-se mais escura com a idade. Possui listras brancas acima dos olhos e delimitando a região jugular (no pescoço), assim como um círculo de pelos brancos ao redor da cauda.       

Distribuição Geográfica: No passado, sua distribuição abrangia praticamente toda a África ao sul do Saara. Hoje, no entanto, desapareceu da Gâmbia e boa parte do Senegal e Etiópia, sendo encontrado em Angola, Benin, Botsuana, Burkina Faso, Burundi, Camarões, República da África Central, Chade, Congo, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Eritreia, Etiópia, Gabão, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Quênia, Malawi, Mali, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Ruanda, Serra Leoa, Somália, África do Sul, Sudão do Sul, Sudão, Suazilândia, Tanzânia, Togo, Uganda, Zâmbia e Zimbábue.

Habitat: Pântanos, bosques abertos e savanas, sendo encontrado sempre próximo à água.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 280 dias, nascendo em média 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 18 anos.

Status de Conservação (IUCN): Pouco preocupante.

Curiosidades: A principal defesa do waterbuck quando se sente ameaçado por predadores é correr e buscar refúgio na água. Os machos utilizam seus chifres em disputas pelas fêmeas com rivais na época do acasalamento. Apesar de não ser considerado uma espécie ameaçada, este antílope desapareceu de várias regiões devido à caça. Existem duas subespécies reconhecidas de waterbuck, sendo estas as do norte (Kobus ellipsiprymnus defassa) e do sudeste da África (Kobus ellipsiprymnus ellipsiprymnus).

 


Sagui-imperador

Saguinus imperator

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callithrichidae


Características:
Este pequeno primata mede de 28,5 a 60,5 cm e pode pesar até 595 gramas. Apresenta a pelagem da face negra, formando uma “máscara” ao redor dos olhos, e um bigode com longos pelos brancos voltados para baixo. Os pelos são acinzentados no dorso e avermelhados ou alaranjados nos membros e cauda.                                                                            

Distribuição Geográfica: Ocorre nos estados do Amazonas e Acre, sendo também encontrado na Bolívia e Peru.

Habitat: Floresta amazônica, podendo ser esta de terra firme ou sazonalmente inundada.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 145 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 20 anos.

Status de Conservação (MMA): Pouco preocupante.

Curiosidades: O nome popular e científico desta espécie é uma homenagem ao imperador Guilherme II da Alemanha, que era famoso por possuir um bigode bastante acentuado. Apenas a fêmea dominante do grupo se reproduz e os demais integrantes auxiliam nos cuidados com os filhotes. Sua principal atividade social é a catação, que além de pedaços de pele morta e parasitas, também serve como uma forma de estabelecer laços afetivos. Existem duas subespécies reconhecidas de sagui-imperador, sendo uma que ocorre entre os rios Purus e Acre no Brasil e Peru (Saguinus imperator imperator), e a outra, do sudoeste do estado do Amazonas até o Peru e Bolívia (Saguinus imperator subgrisescens). Apesar de não ser considerada ameaçada de extinção, esta espécie sofre com o desmatamento provocado por fazendas, assentamentos rurais e construção de estradas.

 

 

Urso-de-óculos
Tremarctos ornatus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Carnivora

Família: Ursida


Características:
É o único urso da América do Sul, medindo entre 1,3 e 2 metros e podendo pesar até 200 kg. Os machos são maiores do que as fêmeas, e apresentam a “máscara” de pelos brancos ao redor dos olhos mais desenvolvida. Esta “máscara” se estende da face através do pescoço até o ventre, com a pelagem sendo espessa e totalmente negra no resto do corpo.       

Distribuição Geográfica: Ocorre na Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

Habitat: Habita a Cordilheira dos Andes, nas florestas e pradarias alpinas entre os 250 e 4.750 metros de altitude.

Alimentação: Onívoro.

Reprodução: Gestação de 258 dias, nascendo em média 2 filhotes.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 36 anos.

Status de Conservação (IUCN): Vulnerável.

Curiosidades: O urso-de-óculos é originário de uma população de ursos que emigrou da América do Norte há 3 milhões de anos, quando a ponte terrestre entre os dois continentes foi formada no Panamá. Esta espécie sofre grande ameaça da caça ilegal e destruição do habitat pelo avanço de fazendas, mineradoras, da exploração de petróleo e construção de estradas. Algumas estimativas sugerem que existam menos de 5.000 indivíduos na natureza, mas, felizmente, o urso-de-óculos se reproduz bem nos zoológicos e há um programa de conservação entre várias instituições ao redor do mundo.

 

 

Veado-campeiro

Ozotoceros bezoarticus

 

TAXONOMIA

Classe: Mammalia

Ordem: Cetartiodactyla

Família: Cervidae


Características:
O corpo mede entre 80 e 95 cm e pode pesar até 40 kg. Possui um anel de pelagem branca ao redor dos olhos e orelhas com coloração esbranquiçada na parte interna. Os pelos são alaranjados no resto do corpo, exceto no ventre branco e na cauda preta. Os machos possuem uma galhada que se forma na época da reprodução, tendo esta 3 ramos principais e não apresentando curvatura. 

Distribuição Geográfica: No passado, a espécie apresentava uma distribuição bastante ampla pelo Brasil, mas, atualmente, ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Bahia. É encontrada também na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Fonte: IUCN

Habitat: Pantanal, campos abertos e savanas, como o Cerrado.

Alimentação: Herbívoro.

Reprodução: Gestação de 200 dias, nascendo 1 filhote.

Expectativa de Vida em Cativeiro: 18 anos.

Status de Conservação (MMA): Vulnerável.

Curiosidades: O veado-campeiro sofre séria ameaça da caça ilegal, destruição do habitat e de doenças infecciosas transmitidas pelo gado doméstico. A espécie também enfrenta competição com criações de ovelha por causa das plantas que compõem sua alimentação. Não costuma formar grupos grandes, sendo normalmente vista sozinha ou em grupos de 5 ou 6 indivíduos. Os machos utilizam suas galhadas para repelir e em lutas contra machos rivais na época do acasalamento. Das 3 subespécies de veado-campeiro reconhecidas, duas ocorrem no Brasil, sendo estas a do Cerrado (Ozotoceros bezoarticus bezoarticus) e a do Pantanal (Ozotoceros bezoarticus leucogaster).

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